Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec <p align="justify">A Revista Espaço do Currículo é uma revista eletrônica de <strong>qualis A4 em Educação</strong>, organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares (GEPPC), da Universidade Federal da Paraíba. Tem como objetivo socializar conhecimentos sobre abordagens curriculares produzidas em âmbitos Internacional, Nacional e, em particular, na Região Nordeste, que tanto carece de meios para publicar a sua produção científica. Como espaço de divulgação eletrônica, a sua pretensão é facilitar e aprofundar o diálogo acadêmico, não de forma ruidosa, mas na perspectiva de dar visibilidade à relação existente entre sociedade, educação e currículo num mundo sem fronteiras. É uma publicação quadrimestral (Janeiro, Maio e Setembro) e reserva-se o direito de selecionar os artigos enviados, espontaneamente, e submetê-los à apreciação de um Conselho Editorial constituído por investigadores de diferentes instituições.</p> Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Curriculares pt-BR Revista Espaço do Currículo 1983-1579 <p align="justify">Ao submeter um artigo à Revista Espaço do Currículo (REC) e tê-lo aprovado, os autores concordam em ceder, sem remuneração, os seguintes direitos à Revista Espaço do Currículo: os direitos de primeira publicação e a permissão para que a REC redistribua esse artigo e seus metadados aos serviços de indexação e referência que seus editores julguem apropriados.</p> DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INTERCULTURAL PARA AS POLÍTICAS EM CURRÍCULO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/44939 <p>A emergência de discussões sociais sobre temáticas que englobam pessoas e populações em algum estado e/ou processo de vulnerabilidade social faz-se necessária nos espaços coletivos, tais como a escola. O presente estudo toma como centro de análise a Xenofobia motivada pelo racismo religioso às religiões de matrizes africanas e afrodescendentes. Este estudo tem como objetivo avaliar se as formulações epistemológicas da Educação Intercultural Alemã, poderiam ser transplantadas e aplicadas, como instrumento preventivo-pedagógico de enfrentamento as ações de racismo religioso, as quais estão presentes no cotidiano das políticas em currículo no ensino brasileiro. Os procedimentos metodológicos de base qualitativa, aconteceram em três momentos, a saber: 1) revisão de literatura; 2) levantamento de dados hemerográficos; e, 3) análise do conteúdo e escrita do relatório da investigação. Ao término desses processos, é possível apontar principalmente que: o tratamento da xenofobia (aversão ao estranho), conforme ocorre na realidade europeia, não deve ser equiparado à realidade brasileira, uma vez que os motivos da interculturalidade na Alemanha (dialogo com a diferença advinda da migração), são distintos da razão de ser que levam a sua implementação no Brasil (diálogo com povos e comunidades tradicionais); e que, há uma urgência de se refletir sobre a xenofobia, como exemplo, as ações de racismo religioso direcionadas às comunidades tradicionais (povos de terreiro) dentro e fora do ambiente escolar.&nbsp;</p> Miguel Melo Ifadireo Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-07-31 2021-07-31 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.44939 A REFORMULAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSOS DE LICENCIATURA EM UM INSTITUTO FEDERAL https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/59550 <p>Partindo do pressuposto político-pedagógico da defesa da formação profissional a partir do conceito de educação politécnica, este trabalho, ao conceber a formação inicial dos professores como um espaço privilegiado de concretização de uma educação para a emancipação e autonomia do ser humano, está organizado em duas partes: na primeira, discorre-se sobre a centralidade da compreensão de educação politécnica e do currículo e de seus atos enquanto subsunção à um projeto societário que rompa os limites do capital. Na segunda parte, discutem-se dados empíricos advindos de entrevistas e questionários semiabertos respondidos por professores de cursos de licenciaturas de um Instituto Federal do estado de Goiás, bem como os objetivos formativos circunscritos em seus respectivos projetos pedagógicos. Em síntese, a discussão dos dados produzidos a partir da categoria “(re)elaboração do currículo” evidencia os seguintes atos de currículo: 1) assumência do direito e responsabilidade por esse processo; 2) interação democrática entre os professores formadores e os estudantes; 3) construção curricular que assume o compromisso com a emancipação humana; 4) protagonismo dos Núcleo Docentes Estruturantes (NDEs) na orquestragem desse processo; 5) insignificante ocorrência de delegação de responsabilidade às instâncias superiores da instituição. Considerando os pressupostos educacionais da perspectiva politécnica e dos atos de currículo, compreende-se que os três primeiros atos lhe são proximais (estando, portanto, na mira), e já os dois últimos, distais (na miragem), pois revela a coadjuvantivação do envolvimento de parte dos docentes que não integram os NDEs, quiça, assim como a participação dos estudantes, trabalhadores-professores em processo de formação inicial.</p> Daniella de Souza Bezerra Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-08-11 2021-08-11 14 2 1 12 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.59550 UMA ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE CURRÍCULO E DE ALFABETIZAÇÃO LATENTES NA BNCC https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/50812 <p>O presente artigo visa analisar as concepções de currículo e de alfabetização expressas na BNCC. Em vista disso, realizamos uma pesquisa documental e como aporte metodológico de análise, adotamos a análise de conteúdo. A concepção de alfabetização que encontramos na BNCC é a concepção de língua como código. Isso fica ainda mais evidente ao analisar os objetos de conhecimento e habilidades preconizados no documento que prioriza um estudo mais técnico da língua. Esta concepção assumida pela BNCC representa um significativo retrocesso em relação aos estudos na área de currículo e alfabetização. Acreditamos em um currículo que vai além do que é prescrito. Defendemos o currículo vivido no interior das salas de aula; imbricados de saberes, cultura, vivências e que potencializam os educandos para serem sujeitos transformadores de sua vida e da sociedade em que atuam. Nessa perspectiva, será preciso resistir aos retrocessos representados pela BNCC. Essa resistência será possível por instrumentalidade das práticas curriculares vivenciadas nas escolas de todo o Brasil.</p> Érica Raiane de Santana Galvão Leila Nascimento da Silva Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-08-08 2021-08-08 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.50812 QUAIS AS TENDÊNCIAS QUE AS PESQUISAS SOBRE O CURRÍCULO INTEGRADO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL REVELAM? https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/45925 <p>O artigo discute o currículo integrado no âmbito da Educação Profissional no Brasil. Configurando-se como uma pesquisa exploratória e bibliográfica, utilizamos como metodologia o Mapeamento Sistemático para realizar um levantamento dos artigos científicos sobre essa temática publicados entre os anos de 2009 e 2019 e disponibilizados no Portal de Periódicos da CAPES. A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a abril de 2019, como parte dos estudos realizados no Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica do IFMA Campus São Luís/Monte Castelo, tendo como objetivo identificar para qual direção apontam os estudos sobre currículo integrado no âmbito da Educação Profissional no Brasil. Inicialmente apresentamos um breve aporte teórico sobre a concepção de Currículo Integrado, passando pela análise qualitativa e quantitativa dos dados encontrados no Mapeamento, para chegarmos à conclusão de quais são as tendências que as pesquisas sobre Currículo Integrado no Brasil revelam.</p> Luciana de Sousa Alves da Silva Alberes de Siqueira Cavalcanti Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-07-31 2021-07-31 14 2 1 13 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.45925 OS PROJETOS DE EXTENSÃO NO ENSINO JURÍDICO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/56328 <p>O presente artigo tem por objetivo principal analisar as contribuições das práticas de extensão no âmbito do ensino jurídico para a efetivação do direito fundamental de acesso à justiça de forma humanizada. Assim, o problema de pesquisa visa responder ao seguinte questionamento: é possível valer-se das atividades extensionista desenvolvidas no curso de Direito para a estruturação de um acesso à justiça mais humanizante para a sociedade? A hipótese principal responde de modo positivo ao problema. A metodologia empregada contou com o método de abordagem hipotético-dedutivo, sendo o levantamento de dados realizado através de pesquisa bibliográfica e de pesquisa documental. A conclusão aponta para a possibilidade de aperfeiçoamento da prática profissional jurídica por intermédio de atividades de extensão universitária que impulsionem a articulação de saberes, e, que aproximem o estudante da realidade social que o cerca, efetuando, assim, uma justiça mais humanizada.</p> Camila Silveira Stangherlin Fabiana Marion Spengler Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-08-08 2021-08-08 14 2 1 12 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.56328 A ABORDAGEM DAS “ATIVIDADES RÍTMICAS E EXPRESSIVAS” NOS CURSOS DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DO RIO DE JANEIRO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/53650 <p><span style="font-weight: 400;">Tivemos por objetivo verificar como o bloco de conteúdo “Atividades Rítmicas e Expressivas” (ARE) está sendo tratado no currículo mínimo dos cursos de Licenciatura em Educação Física (EF) das instituições públicas de ensino (IES) do Estado do Rio de Janeiro, a saber: UFRJ, UFFRJ, UERJ e UFF. Para nortear esse objetivo, guiamo-nos pela pergunta: de que maneira são abordadas as “ARE” no currículo mínimo dos cursos de Licenciatura em EF dessas IES? Metodologicamente, este trabalho é de cunho qualitativo-descritivo, promovendo uma análise documental das ementas dos cursos de EF das respectivas IES. Como resultados, evidenciamos que, para além de uma formação desigual no que tange aos conteúdos trabalhos, apenas duas disciplinas das quatro matrizes curriculares apresentavam palavras com explícita ligação ao conteúdo de atividades rítmicas e expressivas; três das quatro universidades apresentam o conteúdo de suas ementas atrelado às questões folclóricas, apenas; e a carga horária total ofertada sobre esse conteúdo na formação de licenciados em EF corresponde a 6,5% da soma total da carga horária obrigatória, denunciando pouca atenção destinada a este conteúdo na formação de professores de EF.&nbsp;</span></p> Victoria Sanches Cunha Leite de Morais Erik Giuseppe Barbosa Pereira Luciana Marins Nogueira Peil Rafael Marques Garcia Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-07-19 2021-07-19 14 2 1 12 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.53650 IDENTIDADE https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/46191 <p>A partir da década de 90, houve uma expansão das escolas bilíngues particulares que usam as línguas estrangeiras de prestígio como meio de instrução e não apenas como conteúdo de ensino no Brasil. No início da segunda década deste século, surgiram escolas dessa modalidade no sistema público de ensino do Estado Rio de Janeiro. Nesse cenário, o presente estudo, por meio de uma pesquisa de caráter bibliográfico, tem o objetivo de refletir sobre tensões e desafios em torno da identidade no contexto das escolas bilíngues públicas e do currículo. Busca-se amparo nos estudos de Moreira (2006), Pacheco e Pereira (2007), Megale (2009) e Ramos (2018). Ciente de que há distintas concepções de identidade na contemporaneidade, opta-se por privilegiar a visão de identidade presente nos estudos culturais, dominantemente, na obra de Stuart Hall (1997, 2000, 2014). Verifica-se que as interações, nesse contexto, tanto locais quanto internacionais, muitas vezes, são marcadas por tensões e conflitos, em função das assimetrias de poder que as permeiam, que são fortalecidas pelo imaginário social.</p> Amanda Cristine Corrêa Lopes Bitencourt Edmilson Monteiro de Souza Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-07-15 2021-07-15 14 2 1 11 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.46191 A JUSTIÇA CURRICULAR NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2014-2024) https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57628 <p>Este artigo busca estabelecer um diálogo entre o conceito de justiça curricular (JC), (TORRES SANTOMÉ, 2013; PONCE, 2018) e as estratégias previstas para a Educação Básica no Plano Nacional de Educação – (PNE) (2014-2024). A justiça curricular, um conceito e uma prática em construção, tem como fim lançar mão do currículo escolar como um meio para superação das desigualdades.&nbsp; O texto defende o PNE (2014-2024) como o resultado da luta de educadoras e de educadores organizadas/os no campo progressista. O Plano estabelece, por meio de metas e de estratégias, um modelo de ação para o Estado brasileiro no cumprimento do direito à educação. Ao estabelecer os preceitos legais para uma educação de qualidade de referência social, o PNE fortalece os elementos que compõem um currículo escolar comprometido com a busca da justiça social aproximando-o do conhecimento, do cuidado e da convivência democrática, estabelecidas por Ponce (2018) como as dimensões da justiça curricular. Finda-se afirmando que as possibilidades convergentes estabelecidas entre as estratégias do PNE e as dimensões da JC apontam sinais contra-hegemônicos na proposição de políticas educacionais e currículos escolares.&nbsp;&nbsp;</p> Michele Rodrigues Wesley Batista Araújo Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-19 2021-06-19 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57628 UMA BREVE DISCUSSÃO SOBRE A PRESENÇA DA ESTATÍSTICA NO CURRÍCULO DO ENSINO FUNDAMENTAL https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57471 <p>O conhecimento estatístico é imprescindível para realizar diferentes atividades cotidianas, contudo, para que o indivíduo seja capaz de utilizar a Estatística, deve desenvolver habilidades de leitura e de interpretação de dados, além da capacidade de estabelecer relações, fazer suposições e compreender informações relacionadas com a incerteza, a imprevisibilidade ou a variabilidade. Nesse contexto, esta pesquisa propõe discutir sobre os principais desafios e perspectivas sobre o ensino de estatística advindos com a implementação dos PCN e da BNCC. A abordagem metodológica utilizada neste estudo é de caráter bibliográfico documental e possui como quadro teórico a Análise Exploratória de Dados (AED). É válido apontar que houveram avanços no decorrer dos anos com a incorporação da Estatística no currículo no Ensino Fundamental. A partir desta inclusão, outros avanços podem ser constatados, como: a exploração das diferentes representações (tabela, gráficos, fluxogramas); a realização e o planejamento de pesquisas práticas envolvendo diferentes variáveis categóricas que possibilitam a abertura de reflexões e o desenvolvimento de competências como o pensamento estatístico e a compreensão das relações interdisciplinares. Aponta-se como um dos desafios para expandir o trabalho com a Estatística na Educação Básica o investimento na formação de professores na perspectiva de capacitá-los em prol de favorecer o processo de ensino e aprendizagem</p> Márcio Matoso de Pontes Juscileide Braga de Castro Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-18 2021-06-18 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57471 CURRÍCULO E MOBILIDADE SOCIAL EM ANGOLA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/50325 <p>A educação, que bombeia o sangue do desenvolvimento, é um direito fundamental do ser humano e, para além de colaborar para a sua mudança progressiva, é determinante para o crescimento do país. Para isso, requer-se continuamente um currículo relevante e actual, que faça uma leitura profunda ao contexto social e económico, no sentido de facilitar a mobilidade social dos cidadãos. Neste sentido<strong>, </strong>o presente texto objectiva contribuir com algumas reflexões críticas acerca da face e interface existente entre o currículo, planos de estudo e mobilidade social dos jovens que frequentam os Cursos Gerais em Angola. Para dar suporte ao mesmo, e inspirando-se na abordagem qualitativa, privilegiamos a recolha bibliográfica, a leitura e interpretação dos documentos normativos relacionados ao tema. Os resultados relevam, que o currículo e os planos de estudo dos Cursos Gerais em Angola ainda não estabelecem uma interface saudável com o contexto social, que possibilitaria forjar cidadãos completos, que experimentassem uma airosa inserção e ascensão social. A inexistência dessa recomendável interface, contribui para a elevação dos índices frustracionais da jovem geração após a conclusão do ciclo de formação média. O texto sugere que, no contexto actual, a educação deve ser prioridade para o desenvolvimento socioeconómico, devendo focar-se essencialmente nas necessidades do contexto social e económico, contribuindo para a mobilidade social vertical dos indivíduos.</p> António Luis Julião Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 9 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.50325 SPORT EDUCATION E ESTRUTURA CURRICULAR https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58045 <p>Traçou-se como objetivo deste ensaio reflexivo-propositivo, refletir sobre possibilidades de operacionalização do modelo curricular “<em>Sport Education”</em> na educação física escolar brasileira. Tal modelo baseia-se essencialmente na ideia de adaptação pedagógica de um ambiente autêntico do esporte formal. Refletiu-se sobre as possibilidades de sua aplicação a outras manifestações da cultura corporal que não somente o esporte. Para tanto, o evento culminante de cada “temporada” precisaria ser adaptado, deixando de ser obrigatoriamente uma competição. Suscitou-se também, a partir do <em>Sport Education</em>, reflexões iniciais relativas à uma ideia de mudança de paradigma na estrutura curricular da educação física escolar brasileira, com concentração em detrimento à diluição de conteúdos dentre os anos de ensino.</p> Felipe Canan Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58045 MAPEAMENTO DE PESQUISAS SOBRE COMO PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA MODELAM O CURRÍCULO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/43980 <p>Neste artigo, nosso objetivo é analisar a produção acadêmica expressa nas teses e dissertações sobre Currículo na Matemática produzidas no período de 1987 a 2012, de forma a compreender a configuração desta temática no campo da Educação Matemática brasileira e o que se tem produzido sobre o currículo moldado pelos professores. Metodologicamente, assume-se a pesquisa como sendo do tipo estado da arte com a utilização da Análise Textual Discursiva para a construção dos metatextos que emergiram das leituras dos trabalhos analisados e como uma investigação dentro da abordagem qualitativa de caráter interpretativo. Os resultados apontam que existe uma preocupação nas produções analisadas em aproximar a prática social da Matemática, que está prescrita nos documentos oficiais, com as demandas do cotidiano vivenciado pelos estudantes, a fim de significar o conteúdo a ser ensinado na sala de aula ou em espaços não escolares, mas que despertam a aprendizagem.</p> Wagner Barbosa de Lima Palanch Tiago Cardoso Silveira Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.43980 O CURRÍCULO DECOLONIAL NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DECOLONIAL TRANSCOMPLEX https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/52718 <p>A pesquisa é realizada com a desconstrução rizomática como método transcomplex, o currículo tradicional é analisado desconstruindo a violência epistêmica; para ir a um currículo descolonial transcomplex em Transcomplex Decolonial Mathematics Education. No rizoma final, os platôs de saída são vistos como: conscientização no ensino de matemática de que não se trata de mediadores paliativos neste caso: a crueldade não foi medida, a liberdade não foi negociada, os direitos não foram transferidos minimizar a nós mesmos; Não há diálogo, abrindo mão de nossos direitos de existir, de contribuir, de práticas no Sul com conteúdos epistemológicos coloniais impostos sob violência epistêmica que levam a uma suave Educação Matemática colonial sustentada ao longo do tempo. Em troca de um currículo vinculado ao conhecimento, estratégias complexas e transdisciplinares devem ser promovidas no ensino para o desenvolvimento de pesquisas transmedicais; onde a condição humana é privilegiada no ensino. Essa deve ser uma arte de fazer pesquisas transdisciplinares críticas, colaborando para produzir conhecimentos sólidos, onde a díade: ecossofia - diatópicos deve ser o centro do ensino.</p> Milagros Elena Rodriguez Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 15 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.52718 O RETRATO DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/49165 <p>O estudo objetiva divulgar os resultados de um estudo de natureza qualitativa, com base na Análise Textual Discursiva que buscou compreender como uma revista de circulação nacional que não tem sua especialidade voltada para Educação retratou a Base Nacional Comum Curricular. O <em>corpus</em> da pesquisa foi composto de 8 notícias publicadas online pela revista no período de 2014 à 2016. Foi possível compreender que a Revista retrata a Base enquanto um Currículo neutro, um produto passível de ser aplicado e também como um elemento possibilitador para medir a aprendizagem. Corroboramos que a forma como a Base é retratada não é desproposital, faz parte de um contexto maior que se constitui de crenças e interesses ligados a questões políticas, sociais, culturais e econômicas que respondem a um projeto de sociedade.</p> Nayara Tosatti Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 11 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.49165 ÉTICA, PESQUISA E MODISMOS NOS PROJETOS DE TCC’S DO CURSO DE PEDAGOGIA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/56285 <p>O presente artigo tem como objetivo investigar os temas produzidos pelos alunos nos projetos de TCC’s do curso de Pedagogia, na modalidade Educação a Distância. A pesquisa é qualitativa, de caráter documental. Os resultados da análise indicam que os alunos optam por temas recorrentes da literatura acadêmica (lúdico). Constatamos também a insuficiência ou ausência do referencial teórico nos projetos. A metodologia utilizada pelos alunos foram, predominantemente, as de natureza bibliográfica e documental. Sobre as fontes, constatou-se dificuldades para delimitação dos sítios de busca. Os alunos, durante a escrita do projeto, recorreram a sites não-científicos, como blogs, portais e/ou a reportagens. A análise da escrita dos trabalhos, evidenciou as dificuldades dos alunos em relação a redação de textos. Conclui-se a importância do professor orientador, desde a elaboração dos projetos de pesquisa, uma vez que cabe aos docentes instrumentalizar os alunos para a construção de referenciais teóricos e metodológicos coesos e consistentes.</p> Mariana Costa do Nascimento Terezinha Oliveira Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 9 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.56285 DIREITO À EDUCAÇÃO NA PANDEMIA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58060 <p>As orientações dos órgãos de gestão pública e de controle social das políticas educacionais para o período emergencial da pandemia, tem apresentado soluções burocráticas e padronizadas para dar seguimento ao ano letivo e ao currículo nas redes e sistemas de educação. O presente artigo traz uma análise do cenário da educação com base nas reflexões de coletivos da Educação e do Campo, objetivando colocar em debate como o Estado brasileiro vem negligenciando o direito à educação, tendo em vista a centralidade dada à BNCC e a legitimação do ensino remoto, que enfraquecem a formação humana integral dos estudantes e colaboram, de forma expressiva, para a desresponsabilização do Estado para com as políticas estruturantes que viabilizam a oferta da educação com qualidade, durante e depois da pandemia. Conclui-se que para superar tais contradições, é fundamental que o Estado brasileiro e órgãos de controle social, aprofundem a análise sobre as condições efetivas da ofertada da educação na pandemia e ampliem os canais de diálogos com as comunidades e escolas, visando conhecer as diferentes realidades e, assim, construir saídas concretas que assegurem o direito à educação para todos e todas.</p> Salomão Antônio Hage Ivânia Paula Freitas de Souza Sena Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58060 OS IMPACTOS DA BNCC NAS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E NOS PROJETOS EDUCATIVOS DAS ESCOLAS FAMÍLIAS AGRÍCOLAS https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58092 <p>Este artigo faz uma análise dos possíveis impactos da BNCC na proposta pedagógica e curricular das escolas do campo, principalmente das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs). É fruto das discussões com as Escolas Famílias do Piauí, através do Projeto de Extensão: “Educação do Campo e Pedagogia da Alternância”, desenvolvido pelo Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo (NUPECAMPO/UFPI). As reflexões coletivas desenvolvidas acerca dos princípios políticos e pedagógicos que fundamentam a Base Nacional, em diálogo com os pressupostos teóricos e epistemológicos da Educação do Campo, apontam que a BNCC traz inúmeros desafios à consolidação da política de educação do campo, uma vez que, concentra-se no desenvolvimento de competências e habilidades atreladas aos interesses do capital, em detrimento de uma sólida formação teórico-prática que favoreça a compreensão crítica da realidade. Além disso, propõe um currículo associado à reprodução de conhecimentos deslocados dos territórios e contextos dos educandos e educadores, bem como, da diversidade de saberes e práticas culturais construídas historicamente pelos camponeses.</p> Elmo de Souza Lima Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 16 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58092 O CENTRO FAMILIAR DE FORMAÇÃO POR ALTERNÂNCIA MANOEL MONTEIRO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57874 <p>O presente artigo propôs analisar as práticas pedagógicas do Centro Educativo Familiar de Formação por Alternância Manoel Monteiro no âmbito da Pedagogia da Alternância desenvolvida noCEFFA, localizada no Município de Lago do Junco no Estado do Maranhão, no intuitodeidentificar consonâncias e dissonâncias entre a teoria e apráticano fazer pedagógico da escola.No decorrer do debate apresenta a caracterizaçãoda Pedagogia da Alternância, seus pressupostos e diretrizes para a organização do trabalho pedagógico e identifica limites e contradições do trabalho pedagógico desenvolvido no CEFFA Manoel Monteiro em consonância com a proposta teórica da pedagogia da alternância.&nbsp; Apesquisa aponta um grande distanciamento entre o que está proposto na base teórica da pedagogia da alternância e o que está sendo praticada pelo CEFFA, situação que repercute na precarização do trabalho pedagógico e na integração entre a formação geral e a profissional.</p> Francisca do Nascimento Silva Cacilda Rodrigues Cavalcanti Sandra Maria Gadelha de Carvalho Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57874 CURRÍCULO E SABERES DOS TERRITÓRIOS DE VÁRZEA E TERRA FIRME NAS AMAZÔNIAS https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58093 <p>O artigo é resultado do projeto de pesquisa “Diálogos com os saberes dos territórios das águas, das terras e das florestas e a construção de um currículo de Educação do Campo para o Município de Parintins(AM)”. Foi desenvolvido em territórios rurais de várzea e terra firme do Município de Parintins, com o objetivo de investigar os saberes dos povos desses territórios e suas contribuições com a construção de um currículo de Educação do Campo no município de Parintins (AM). O estudo de natureza qualitativa ocorreu por meio de pesquisa de campo e pesquisa participante, envolvendo 2 (duas) comunidades de várzea e 5 (cinco) de terra firme. Nessas comunidades se fez a interlocução com os participantes da pesquisa: professores, gestores, pais, estudantes, lideranças comunitárias e membros do Fórum Parintinense de Educação do Campo, das Florestas e das Águas Paulo Freire-FOPINECAF e do Grupo Ambiental Natureza Viva-GRANAV, por meio de entrevistas semi-estruturadas, observações, rodas de conversas, registro fotográfico e desenhos infantis. O processo de produção de saberes nos territórios de várzea e terra firme da Amazônia Parintinense é revelador de estratégias criativas e educativas nascidas da dinâmica socioterritorial das Amazônias podendo ser apresentadas como estratégias curriculares e como práticas de resistência para continuar no território com autonomia e dignidade, cujas dimensões precisam fazer parte não só da escola e seus currículos de Educação Infantil e Ensino Fundamental, mas das políticas públicas do estado brasileiro.</p> Maria Eliane de Oliveira Vasconcelos Edilson da Costa Albarado Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 16 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58093 CAMPOS EXPERIMENTAIS NO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO, EM ÁREAS DE ASSENTAMENTOS NO SEMIÁRIDO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58079 <p>Como se constituem e funcionam os “campos experimentais” no currículo do ensino médio? qual sua importancia e contribuição para a formação dos jovens camponeses de áreas de assentamento em região semiárida?, a partir destas indagações buscamos compreender a constituição e funcionamento do campo experimental no currículo da Escola Estadual de Ensino Médio João dos Santos de Oliveira, destacando sua importância para a formação dos estudantes camponeses. O aporte teórico do texto se dá a partir dos estudos de Caldart (2009) e Molina(1999), Souza, Nascimento e Silva (2013); Veiga (1998) e Vasconcelos (2002); Moreira e Silva (1994), e Reis e Rocha (2019). A pedagogia do Movimento Sem Terra (2006) também se constitui numa referência central para a presente discussão. O texto resulta de uma pesquisa qualitativa, documental, cuja fonte principal é o Projeto Político Pedagógico da escola e alguns relatórios pedagógicos. O estudo aponta que os Campos experimentais possibilitam: estreitar o trabalho pedagógico da escola no ambito da agroecologia com a prática agroecológica das famílias dos educandos(as); maior conhecimento e renovação das práticas de agricultura familiar camponesa apropriada a região semiárida, realizada nas comunidades; maior&nbsp; conhecimento da procedência das sementes e incentivo à preservação da semente crioula. Assim, os Campos Experimentais se constituem como lugar de ex-perimentum de práticas educativas de Convivência com a região semiárida, a partir da escola.</p> Ana Célia Silva Menezes Edmerson dos Santos Reis Francisca Livramento da Silva Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 12 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58079 O CURRÍCULO NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58081 <p>Este texto tem como objetivo refletir sobre o currículo na Educação do Campo, entendendo-a como projeto de educação que surge em sentido diametralmente oposto à imposição do projeto hegemônico que busca dar sentido e direção à educação e ao currículo que é trabalhado nas escolas. O projeto hegemônico busca definir conteúdos e práticas que concorram para uma formação do sujeito que se adequa à ordem estabelecida, sem questionamentos, enquanto a Educação do Campo adota uma perspectiva emancipadora, transformadora que contribui para que as pessoas se identificam como sujeitos históricos que podem transformar o mundo. Diante destas perspectivas divergentes de projetos educativos e de currículo surgem questões que são problematizadas e refletidas neste texto: qual a concepção de currículo e quais as intencionalidades das políticas curriculares hegemônicas? como a Educação do Campo concebe o conhecimento e currículo? Buscando responder aos questionamentos definimos como objetivo refletir sobre a Educação do Campo enquanto projeto educativo contra hegemônico e caracterizar sua proposta de currículo. No texto refletimos sobre a Educação do Campo: uma mediação para a emancipação e contra hegemonia; o Currículo, relações de poder e hegemonia; o currículo na Educação do Campo como instrumento de contra hegemonia e apresentamos experiências de currículo e práxis pedagógica em escolas no campo que se coadunam com os princípios da Educação do Campo.</p> <p>&nbsp;</p> Lucielio Marinho da Costa Maria do Socorro Xavier Batista Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 15 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58081 ESCOLA RURAL E TERRITÓRIO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58080 <p>A visibilidade das "boas práticas" educativas (doravante BP) desenvolvidas nas escolas rurais é um dos meios fundamentais para a melhoria da sua qualidade, tornando-as possíveis referências para a concepção de políticas públicas e práticas pedagógicas centradas na inovação. Esta ideia está na base da análise das experiências seleccionadas pelo projecto Erasmus + FOPROMAR porque incluem competências relacionadas com a dimensão territorial da escola e satisfazem os requisitos para serem consideradas como boas práticas (BP): inovadoras, eficazes, sustentáveis e replicáveis. Assim, este artigo apresenta os resultados parciais referidos ao BP avaliado em Aragão, destacando as competências que têm uma maior presença, bem como o nível de realização de cada um dos requisitos indicados para o BP. O objectivo é destacar as condições e variáveis que fazem com que estes BP sejam considerados como referências para a formação de professores, políticas educativas relativas às escolas rurais, bem como para o desenvolvimento de planos de dinamização sociocultural em territórios em risco de despovoamento.</p> Juan Lorenzo Lacruz Pilar Abós Olivares Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-12 2021-06-12 14 2 1 21 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58080 COMPETÊNCIAS E SABERES NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESOR RURAL https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58083 <p>A formação inicial de professores rurais requer uma proposta formativa que contempla, nos currículos do Mestrado, competências e conhecimentos ligados à prática pedagógica multi-graduada. Os futuros professores não devem ser apenas educados em conteúdos relacionados com a escola comum, mas, de forma transversal e, na menção, a modalidade deve também adquirir conhecimentos sobre a escola situada em territórios rurais. O projeto FOPROMAR (2019) (E+ KA201-038217) analisa o que devem ser estas competências e conhecimentos e, em conclusão, desenvolve uma proposta sobre a forma como esta formação específica poderia ser discutida a partir do currículo. O seguinte artigo centra-se na análise do contexto e estado atual da formação inicial do professor rural e integra, em resultado desta análise, as ações de melhoria propostas no âmbito do projeto FOPROMAR.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>; escola rural,formação inicial, competências, conhecimento,</p> Roser Boix Francesc Buscà Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-07-11 2021-07-11 14 2 1 9 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58083 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS TEXTOS ESCOLARES PARA A ESCOLA RURAL https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58139 <p>O livro didático é uma ferramenta fundamental no desenvolvimento curricular das instituições de ensino rural. Existe uma relação direta entre o currículo das escolas rurais e o livro didático, pois materializa a política do Estado em sala de aula e promove uma série de valores que não estão explícitos no currículo. Os professores rurais, em meio à precariedade, encontram no texto escolar um aliado que lhes permite desenvolver mais eficazmente o seu trabalho, mas também podem encontrar um obstáculo se esse material não atender às necessidades específicas do aluno rural ou de aprendizagem. esperado. Os livros didáticos podem ter muitas qualidades, mas pouco relevantes. Como componente curricular, o livro didático para a escola rural requer características que possibilitem uma aprendizagem significativa, focada nas necessidades específicas do meio rural e que promovam valores essenciais. Com base na revisão bibliográfica de cinco referências, são propostos critérios de revisão e / ou adaptação dos textos: qualidade, relação com referentes de qualidade de Ministérios ou Secretarias de Educação, relevância, relação com a prática docente e apoio à formação contínua de professores. Esta primeira revisão bibliográfica é parte de uma investigação que investiga a percepção de textos escolares que os professores rurais têm em alguns departamentos da Colômbia.</p> Juan Gabriel Santamaria Perez Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-12 2021-06-12 14 2 1 20 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58139 AS ESCOLAS RURAIS COMO CASAS DAS PESSOAS https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58022 <p>Por quase sessenta anos, as bases do programa curricular específico para escolas do campo no Uruguai estabeleceram que a escola fosse a <em>casa do povo</em>. Esta expressão continha um conceito e uma origem complexa e significativa, no marco dos processos de educação rural no México pós-revolucionário. Lá, até 1925, as escolas do campo eram chamadas de <em>Casa do Povo</em>, tendo uma forte marca comunitária em suas ações e também em sua influência no meio. Nos casos do México e do Uruguai na a educação do campo latinoamericana representam um paralelismo diferido dos processos de formação curricular. Uruguai se manifesta mais tarde como uma imagem espelhada difusa do que aconteceu antes no México. O fio condutor é a concepção de <em>casa do povo</em> e a prescrição social do trabalho educativo do ponto de vista curricular.&nbsp; A ideia sobrevive a colapsos históricos e institucionais, períodos ditatoriais e transformações econômicas e sociais.&nbsp; Ainda hoje, essa estrutura curricular deixou de vigorar em termos formais, a escola do campo enquanto <em>casa do povo</em> continua a ter um significado pedagógico e um sentido de identidade.</p> Limber Santos Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-07-11 2021-07-11 14 2 1 15 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58022 ESCOLA FRANCESA RURAL E DE MONTANHA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58091 <p>Neste capítulo dedicado à escola rural e de montanha francesa, o autor começa por questionar os diferentes conceitos e noções necessários para as análises apresentadas: primeiro, questiona os conceitos relacionados de “território” e “territorialidade”, a seguir procura identificar os noções de espaços ditos “rurais isolados” e “meia montanha” em que se situam a maioria das escolas rural-montanha antes, por fim, tentar caracterizar a própria “forma escolar” da escola rural e de montanha. Após esta introdução, analisa sucessivamente as principais dimensões que atravessam esta escola particular. A atual escola francesa rural e de montanha assenta de facto em vários alicerces bastante positivos: uma organização adaptada às especificidades do contexto territorial rural-montanhoso, bom desempenho académico, nomeadamente na língua materna e matemática e, por último, práticas de ensino profissional com grande ter em conta as características particulares das zonas rurais e montanhosas (em particular as territorialidades e os públicos). Por outro lado, dois pontos penalizam-no de forma bastante clara: por um lado, uma formação inicial de professores quase inexistente nestas comprovadas especificidades territoriais e, por outro lado, políticas públicas de educação territorializadas muitas vezes estigmatizantes para a ruralidade serrana e pouco nativa. de acordo com suas necessidades reais.</p> Pierre Champollion Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 14 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58091 PROCESSOS EDUCATIVOS DE POPULAÇÕES TRADICIONAIS DA AMAZÔNIA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58076 <p>Este ensaio debate os resultados preliminares de uma pesquisa que vem sendo realizada sobre classes multisseriadas em escolas do campo na região bragantina, Pará. Coloca em análise o currículo da escola do campo gestado a partir da prática educativa de sala de aula, analisando a materialização do aprendizado escolar que se dá na mediação, ou não, com o saber local dos estudantes. Para sua construção, ancoramos-nos em referenciais teóricos e em dados coletados em observações e entrevistas feitas com educadores, com pais e com os estudantes de uma turma multissérie, em uma comunidade rural. Com a reflexão realizada neste ensaio, pretendemos promover uma discussão consequente com os gestores municipais de educação da região e com docentes dessas escolas que resulte num compromisso efetivo de formação continuada cuja pauta passe por alternativas de ressignificação do trabalho pedagógico no ensino fundamental que estão sob essa organização de ensino.</p> Maria Natalina Mendes Freitas Eliana Campos Pojo Toutonge Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-12 2021-06-12 14 2 1 12 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58076 MAGISTÉRIO EXTRATIVISTA DA TERRA DO MEIO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57862 <p>Este trabalho apresenta uma experiência de currículo como território educativo. Reconhecendo-se os riscos da pluralidade semântico-conceitual desta categoria, busca-se, todavia, agregar sob sua abrangência uma série de vivências educativas experimentadas no âmbito de um Projeto de Formação de Professores Extrativistas, no interior da floresta amazônica numa região conhecida como Terra do Meio, na confluência entre os rios Xingu e Iriri, que evidenciam de forma inconteste a possibilidade concreta de subversão de uma ‘ordem curricular’ preestabelecida como condição de operacionalização do trabalho pedagógico, cuja principal e mais perversa consequência é o descolamento da realidade do território em que se efetiva, culminando na quase absoluta artificialização de toda experiência de educação escolar realizada com povos e comunidades tradicionais. Assim, visa-se a trazer evidências de contracultura escolar possibilitada por uma concepção de currículo como prática encarnada no chão da vida e intrincada nas malhas do território de sua realização. Nesta perspectiva, o território se configura, para além de espaço onde as coisas acontecem, como fator educativo, de alto potencial pedagógico para todos os sujeitos envolvidos na experiência, desde que seja concebido como resultado de construção coletiva permeado de contradições e não como fato consumado. Assume-se a experiência educativa encarnada no território como direito ao pleno desenvolvimento da vocação humana, ao devir, mas a um devir viável e em consonância com as necessidades de sujeitos concretos, historicamente situados e existencialmente potentes.</p> Raquel da Silva Lopes Irlanda do Socorro de Miléo Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 17 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57862 PROJETO COMUNITÁRIO COM JOVENS CAMPONESES https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/58095 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa o processo de planejamento de um projeto comunitário realizado no âmbito dos estágios do curso de licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Santa Catarina. Se trata do projeto comunitário com o título ‘Não quero continuar aqui, porque na Volta Grande não tem nada’. Tal projeto parte de um longo e sucessivo processo de investigação da realidade, propiciada pelo regime de alternância do referido curso.&nbsp; Ele foi planejado com a participação dos jovens e a partir de inspirações na perspectiva freireana, principalmente das ideias de investigação temática (FREIRE, 2019), falas significativas (SILVA, 2004) e três momentos pedagógicos (DELIZOICOV, ANGOTTI, PERNAMBUCO, 2002), que também estruturam a análise realizada neste trabalho. Dentre os resultados destacamos alguns desafios em colocar em prática processos dialógicos. Desafios como: ouvir os jovens, propiciando a ruptura do silêncio e a participação desses jovens como protagonistas do projeto e da sua realidade; realizar planejamento de interações&nbsp; dialógicas;&nbsp; até a consciência de que esse processo é permanente e não se esgota quando o programa está momentaneamente pronto.</span></p> Fernanda Stoeberl Elizandro Maurício Brick Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 19 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.58095 TESES E DISSERTAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO DO CAMPO DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO DA REGIÃO NORTE https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57959 <p>No presente artigo, o objetivo é analisar as concepções de currículo de formação inicial de professores do campo presentes em teses e dissertações produzidas nos programas de pós-graduação em Educação das universidades federais da região Norte do Brasil, defendidas entre 2014 e 2020. Para a reunião das produções científicas, recorremos ao Banco de Teses e Dissertações dos referidos programas. O estudo mostrou que as concepções de currículo estão fundamentadas em teorias curriculares críticas e pós-críticas, sendo que, entre as teorias críticas, há predominância de estudos pautados no materialismo histórico-dialético. Dos doze trabalhos analisados, nove estão fundamentados nessa abordagem teórico-metodológica. O estudo revelou, ainda, um paradoxo que talvez possa ser compreendido a partir da categoria da contradição. De um lado, as discussões teóricas presentes nas teses e nas dissertações sobre currículo de formação inicial de professores do campo enfatizam a necessidade de projetos curriculares específicos aos contextos sociopolítico, econômico, cultural, territorial e pedagógico. Por outro lado, os dados empíricos dessas pesquisas evidenciam que as especificidades não se materializam e revelam práticas curriculares hegemônicas, alinhadas aos interesses capitalistas, distantes das diretrizes da Educação do Campo e das abordagens críticas.</p> Tânia Mara Rezende Machado Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-18 2021-06-18 14 2 1 17 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n3.57959 CURRÍCULO E RESISTÊNCIA ATIVA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57911 <p>O trabalho aborda a luta política no âmbito curricular empenhada pelas Escolas de Assentamentos e Acampamentos do MST organizadas em Ciclos de Formação Humana com Complexos de Estudo contra a imposição da padronização curricular representada pela BNCC e pelo CREP. É resultado de pesquisa bibliográfica, legal (marcos regulatórios) e documental, assim como de vivência prática dos autores no trabalho com as escolas. Trazemos a concepção de Educação do Campo e a materialidade de sua origem e vínculo, a concepção de currículo e a incidência da Pedagogia do Capital na elaboração e definição da BNCC e do CREP como expressão do mercado. Discorremos sobre elementos da trajetória de elaboração curricular da educação do MST, explicitando dimensões da organização curricular por Ciclos de Formação Humana com Complexos de Estudo. Refletimos sobre os impactos iniciais na organização curricular traduzida pela imposição do CREP e como os coletivos escolares têm se movimentado coletivamente para fazer a resistência ativa. Destacamos que a experiência, evidencia por meio da articulação das diferentes dimensões curriculares a amplitude estruturante para a prática curricular que transcendem ao ensino livresco e verbalista, por meio da relação do uso de conceitos, categorias e procedimentos das diferentes ciências e artes na relação com a realidade e conectada as matrizes pedagógicas do trabalho, da cultura, da organização coletiva, da história e da luta social para constituir pilares de resistência ativa contra a ingerência das políticas curriculares hegemônicas.</p> Valter de Jesus Leite Juliana Aparecida Poroloniczak Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 18 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57911 OS SABERES SILENCIADOS PELO CURRÍCULO https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57814 <p>Este trabalho instiga uma análise sobre um currículo crítico, emancipador, humanizador e holístico que respeite os saberes dos sujeitos do campo, mediante a sua diferença identitária e cultural. O objetivo é analisar as tensões teóricas sobre os estudos das epistemologias do sul e como estas que agregam as lutas e ações no campo do currículo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, pautada em autores como Arroyo (2013), Oliveira (2012), Santomé (1995), Santos (2002; 2018) entre outros. O trabalho ilustra discussões teóricas e análise documental que abordam a temática “Currículo”, “Epistemologia do sul” e “Educação do campo”. Como resultado o artigo inferi que as epistemologias curriculares, deve estar vinculada as questões culturais e dos saberes que condicionam as particularidades e a história sociocultural do sujeito do campo, de forma a, instigar estes a compreenderem as estruturas socais que os oprimem, tendo em vista a elaboração de estratégias de atuação com probabilidade de êxito para sua emancipação.</p> Letícia dos Santos Furtado Eraldo Souza do Carmo Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 8 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57814 OS PROCESSOS HISTÓRICOS DE IMPLANTAÇÃO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57608 <p>Este artigo traz uma breve socialização dos processos históricos de implantação da educação do campo no município de Colatina – ES, rememorando os principais marcos deste movimento em território camponês. Tem como objetivo apresentar a organização e atuação dos movimentos sociais comunitários, em vista da garantia de uma educação do campo. A metodologia baseou-se num estudo qualitativo. O estudo de caso foi a estratégia utilizada na abordagem da coleta de dados e informações acerca da temática investigada. Os resultados revelaram a insatisfação das famílias residentes na região de São João Pequeno e nas comunidades camponesas dos Vales de Boa Esperança e Santa Joana, observando seus filhos estudarem em escolas distantes e com realidades divergentes do contexto camponês. Essas constatações foram vivenciadas por muitos estudantes, familiares e camponeses de todo o Brasil, contribuindo com a organicidade dos movimentos sociais na luta, reivindicação e garantia de políticas públicas de educação do campo nos territórios camponeses. Evidenciamos nos resultados obtidos com a pesquisa bibliográfica, documental e de campo, a importância dessas organizações sociais no fortalecimento da educação do campo, enquanto modalidade da educação básica, até consolidar-se como direito da população camponesa. Nessa conjuntura, é cada vez mais necessário, semear e colher os frutos conquistados pelos movimentos organizados no chão das escolas do campo, na formação crítica e emancipadora dos educadores, familiares e comunidade escolar.</p> Ramofly Bicalho Gizele Kelfer Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 16 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57608 CULTURA MATERIAL DA MANDIQUERA E A PROPOSIÇÃO DO CURRÍCULO CULTURAL NO CONTEXTO ESCOLAR DA AMAZÔNIA BRAGANTINA https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rec/article/view/57622 <p>Este artigo analisa a Cultura Material da Mandiquera e a proposição do Currículo Cultural para o contexto escolar das escolas do campo na Amazônia Bragantina, Estado do Pará. Metodologicamente, utilizou a abordagem da Nova História Cultural na observação dos artefatos culturais dos agricultores campesinos para a produção da Mandiquera, dentre suas significações e sentidos que possibilitaram a tessitura do currículo escolar pela teia do conhecimento e suas respectivas áreas. O uso de imagens, as entrevistas, a utilização de máscaras e álcool em gel e as mensagens via WhatsApp permitiram a coleta de dados. A análise dos dados ocorreu pela organização sistemática da teia do conhecimento proposta por Freire (1987), a produção e a apropriação dos sujeitos sobre esses artefatos baseados nos estudos de Certeau (2014) e Chartier (1991). Todavia, foi verificado que a Cultura Material da Mandiquera, enquanto tema gerador, está constituída por quatro eixos temáticos atrelados aos seguintes artefatos culturais: “(Mandiocaba); (O uso de caititu), (ralador), (Motor Elétrico), (Colher de pau), (Panelão de Alumínio); (Pano e Peneira); (Escova felpuda, vasilhames plásticos e de alumínio)”. Além disso, foram identificados que a associação desses eixos geram sentidos sobre as “Práticas Agroecológicas e Alimentação Camponesa”. Por fim, a cultura material da Mandiquera é orientadora de matrizes organizadoras, currículos culturais, onde o diálogo dos educadores das escolas do campo com as práticas produtivas dos agricultores camponeses são fundamentais para legitimar/ registrar/ visibilizar os artefatos enquanto uma estratégia de política pública educacional, legitimando-os, enquanto patrimônios históricos da Amazônia Bragantina, do Brasil e do Mundo. </p> Rogerio Andrade Maciel Franciele de Almeida Magalhães Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-06-09 2021-06-09 14 2 1 19 10.22478/ufpb.1983-1579.2021v14n2.57622