MICROCREDITO NO BRASIL:DADOS NACIONAIS E REFLEXÕES QUE VÊM DE VINTE ANOS DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Jaime Mezzera

Resumo

Uma grande proporção da força de trabalho brasileira não consegue emprego assalariado formal e inventa umaocupação informal. seja como trabalhador por conta própria ou como empregador muito pequeno. A escassez decapital dessas ocupações conduz a baixa produtividade. baixos rendimentos c a não ter acesso a crédito bancário regular. Entretanto, é altíssima a produtividade marginal de pequenas injeções de capital em estas unidades produtivas: o microcrédiro está entre os usos mais produtivos do capital. A coincidência entre ganhos de produ tividade e melhoria na distribuição da renda significa que talvez esta seja a única política conhecida onde não se apresenta o típico trtlde-offentre crescimento e distribuição.Em 1999, havia 13,7 milhões potenciais clientes de um grande programa de microcrédiro, que poderia atrair aproximadamente 5,8 milhões de clientes efetivos que demandariam perto de 11.3 bilhões de reais. O número total de usuários de microcrédiro em Outubro de 2000 era de 115.654 para um montante total de 85.5  rais. Claramente, para atingir os níveis requeridos deficiência e tamanho, o sistema de rnicrocrédiro não pode prescindir de incorporar o setor financeiro privado.Éigualmente claro que a siruação aqui descrita não pode ser uma solução de equilíbrio no médio nem, muito menos,no longo prazo. Uma pesquisa adicional da OIT que está em andamento, mas ainda não pronta para publicação,sugere forremenre que, de faro, o setor financeiro privado está emprestando aos micro-empreendedores muito maido que a soma de todas as entidades "de microcrédiro".Mas essa é outra história.

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Como Citar

Mezzera, J. (2013). MICROCREDITO NO BRASIL:DADOS NACIONAIS E REFLEXÕES QUE VÊM DE VINTE ANOS DE EXPERIÊNCIA. Revista Da ABET, 2(2). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/abet/article/view/15464