MODERNIZAÇÃO E EMPREGO: UMA ANÁLISE DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XX
Resumo
A urbanização e a industrialização da economia brasileira, na segunda metade do século passado, imprimiram à agropecuária uma nova dinâmica e um novo lugar no quadro geral da economia do País. Apesar de ter sido reduzida sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) total, o PIB agropecuário experimentou um forte e continuado aumento de seu montante. Sob a hipótese de que o fator determinante para esse processo de crescimento tenha sido o progresso técnico, o objetivo deste artigo é analisar a intensidade com que ocorreu esse processo de incorporação tecnológica na agropecuária brasileira e seus rebatimentos sobre as relações de trabalho e o nível de emprego na segunda metade do século XX. Os resultados obtidos mostram que o rebatimento do progresso técnico sobre o emprego se processou com maior intensidade sobre as relações de trabalho do que propriamente sobre o nível de emprego, uma vez que os pequenos estabelecimentos serviram de "amortecedor" para retenção da força-de-trabalho rural. A incorporação de um nível tecnológico mais elevado ampliou a composição técnica do capital, e marcou a passagem da subsunção formal à subsunção real do trabalho ao capital na agricultura brasileira. Esses resultado foram diferenciados segundo as regiões e os tamanhos dos estabelecimentos.Downloads
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