POLÍTICA DE RECURSOS HUMANOS DO GOVERNO FEDERAL: A EXPERIÊNCIA DOS GOVERNOS LULA E DILMA ROUSSEFF

Autores

  • Darcilene C. Gomes
  • Sidartha Sória

Resumo

A partir dos anos 1990 e na contramão do grande crescimento do emprego público nas seis décadas anteriores, a adesão dos governos brasileiros aos princípios do “Consenso de Washington” destaca o funcionalismo como ponto fundamental na agenda das reformas necessárias à retomada do crescimento econômico. Tais governos tenderam a tratar o emprego público como um problema fiscal e atuaram no sentido de restringir sua dimensão. Em simultâneo, os servidores públicos passaram a conviver com: perdas salariais devido a ausência de reajuste salarial; o crescimento de formas variáveis de remuneração; ampliação do quadro de temporários e terceirizados; postura autoritária diante da representação sindical etc. Este artigo tem por objetivo inventariar as diversas iniciativas dos governos brasileiros pós-2003 no que diz respeito à formatação de uma política de recursos humanos e compará-la com a experiência da década de 1990. Através de pesquisa documental e bibliográfica, poder-se-á perceber que a reestruturação de várias carreiras, a retomada dos concursos, a criação da Mesa Nacional de Negociação Permanente, a reforma previdenciária e os reajustes seletivos das remunerações manifestam a ambiguidade como marca fundamental das políticas de recursos humanos. Isto porque, a um só tempo, os avanços nas condições de trabalho do servidor público foram sempre acompanhados pela manutenção de parte da agenda conservadora dos anos 1990.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Como Citar

Gomes, D. C., & Sória, S. (2015). POLÍTICA DE RECURSOS HUMANOS DO GOVERNO FEDERAL: A EXPERIÊNCIA DOS GOVERNOS LULA E DILMA ROUSSEFF. Revista Da ABET. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/abet/article/view/25673