Reflexões sobre o uso da curadoria digital para criação, gestão e preservação da memória organizacional

  • Gustavo Henrique de Aragão Ferreira Universidade Federal de Pernambuco - UFPE / Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI
Palavras-chave: Curadoria Digital, Memória Organizacional, Gestão da Informação, Consultoria Empresarial.

Resumo

Correlaciona os conceitos de gestão da informação, memória organizacional e curadoria digital e refletir sobre a aplicação do processo de curadoria na criação, gestão e preservação da memória organizacional. Esta é uma pesquisa descritiva e qualitativa, que fez uso do estudo de caso intrínseco com uma consultoria empresarial para apresentar elementos que podem compor a memória organizacional. Verificou-se que as etapas do processo de curadoria em muito podem contribuir com a criação, organização, gestão e preservação da memória organizacional. Ressalta-se que, como a memória organizacional trabalha com muitos tipos de documentos arquivísticos e com conjuntos de dados, é preciso tratar das particularidades desses tipos de documento na implementação do processo de curadoria. Além de se atentar para questões como a relação entre os elementos que comporão a memória e a melhor forma de descrever e contextualizar cada elemento da mesma.

Biografia do Autor

Gustavo Henrique de Aragão Ferreira, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE / Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI
Administrador de Empresas, Professor Universitário, Mestre e Doutorando em Ciência da Informação pelo PPGCI/UFPE.

Referências

ABECKER, Andreas et al. Toward a technology for Organizational Memories.

IEEE Intelligent Systems. Washington, v. 13, p. 40-48, maio/jun. 1998.

ALMEIDA, M. B. Um modelo baseado em ontologias para representação da memória organizacional. 2006. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Programa de Pós-Graduação da Escola de Ciências da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006.

CONKLIN, Jeff. Designing organizational memory: preserving intellectual assets in a knowledge economy. CogNexus Institute, 2001. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2019.

CONSISTRÉ, Luiz. Consultoria: uma opção de carreira: um guia para a profissão. Rio de Janeiro: ELSEVIER/CAMPUS, 2012.

CUNHA, M. V. O profissional da informação e o mercado de trabalho. Informação e Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 10, n. 1, 2000.

CHOO, C. W. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. São Paulo: SENAC, 2003.425p.

DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação: por que a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. Tradução de Bernadette Siqueira Abrão. São Paulo : Futura, 1998.

DUARTE, E.N. ; SANTOS, I.G.S.C.. A gestão da informação na perspectiva da administração, da tecnologia e da ciência da informação: aprendizagem em periódicos de ciência da informação. Artigo da disciplina de gestão organizacional e ciência da informação. Departamento de Ciência da Informação da UFPB, 2011.

FERREIRA, M. et al. Estado da arte em preservação digital. Lisboa: Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal, 2012.

FREIRE, Patrícia de Sá et al. MEMÓRIA ORGANIZACIONAL E SEU PAPEL NA GESTÃO DO CONHECIMENTO Revista de Ciências da Administração, v. 14, n. 33, ago., 2012, p. 41-51 Universidade Federal de Santa Catarina Santa Catarina, Brasil.

HOLLÓS, A. C. Preservação e memória social. In: SILVA, R. R. G. da et al (org.). Cultura, representação e informação digitais. Salvador: EDUFBA, 2010. p. 29 – 40.

IZQUIERDO, Iván. Memória. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 145 p. Disponível em: <https://edoc.site/memoria-ivan-izquierdopdf-pdf-free.html>. Acesso em: 07 maio 2018.

KUHN, O.; ABECKER, A. Corporate Memories for Knowledge Management in Industrial Practice: Prospects and Challenges. Journal of Universal Computer Science, v. 3, n.8., 1997.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. DE A. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo : Atlas, 2003.

LESCA, H.; ALMEIDA, F. C. de. Administração estratégico da informação. Revista de Administração – RAUSP. São Paulo, v.29, n.3, p.66-75, jul./set.1994.

LE GOFF, J. História e Memória. 3. ed. São Paulo: Unicamp, 2008.

MACINTOSH, A., Knowledge Asset Management, Airing. n.20, 1997.

McGEE, J. V.; PRUSAK, L. Gerenciamento estratégico da informação: aumente a competitividade e eficiência de sua empresa utilizando a informação como uma ferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Elsevier, 1994.

SALES, L.; SAYÃO, L. F. O impacto da curadoria digital dos dados de pesquisa na comunicação científica. Encontros Bibli: revista electronica de Biblioteconomia e Ciência da informação. Florianópolis, v. 17, n. esp. 2 –III SBCC, p.118-135, 2012.

STEIN, E.W. Organizational Memory: review of concepts and recommendations for management. International Journal of Information Management. v.15, n.2, p.17-32, 1995. Disponível em: <http://www.sciencdirect.com/science>. Acesso em: 13 jun. 2019.

SIEBRA, Sandra de Albuquerque et al. (2013). Curadoria digital: além da questão da preservação digital. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (ENANCIB), 14., 2013. Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2013. Disponível em: < http://enancib.sites.ufsc.br/index.php/enancib2013/XIVenancib/paper/viewFile/317/32 0>.

RONDINELLI, Rosely Curi. Gerenciamento arquivístico de documentos eletrônicos: uma abordagem teórica da diplomática arquivística contemporânea. – reimp. 4. ed. - Rio de Janeiro: Editora, FGV, 2007.

WALSH, J.P.; UNGSON, G.R. Organizational memory. The Academy of Management Review. v. 16, n.1, p. 57-91, 1991.

WIIG, K. Knowledge management, the central management focus for intelligent acting organisations, v. 2, Arlington, TX: Schema Press. 1993.

WILSON, D. C. A strategy of change: concepts and controversies in the management of change. New York: Routledge, 1992.

TOTINI, B., GAGETE, E. Memória empresarial, uma análise da sua evolução. In: NASSAR, P. (Org.). Memória de empresa: história e comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São Paulo: ABERJ Editorial, p. 113-126, 2004.

Publicado
2019-07-25
Seção
Artigos de Revisão