O CORDEL, O NEGRO E A SALA DE AULA: diálogos possíveis

  • Paulo de Oliveira Nascimento Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Resumo

Nosso texto é resultado de reflexões empreendidas a respeito do uso do Cordel em sala de aula para trabalhar, problematizar e discutir algumas das questões inerentes às relações etnicorraciais no contexto escolar, notadamente a questão do preconceito e da discriminação históricas existentes em nossa sociedade. Tais reflexões foram oportunizadas a partir de um trabalho com a Literatura de Cordel, realizado por nós e com alunos do 7º ano da E.E.E.F. Felipe Tiago Gomes, em 2011. Percebemos a escola como um espaço privilegiado para ações afirmativas da história e da cultura africana e afrobrasileira e entendemos que a educação formal proporcionada por esta instituição pode oferecer condições de acesso a um conhecimento com equidade (VALENTE, 2007). Buscamos discutir as relações possíveis entre História e Literatura (ALBUQUERQUE JÚNIOR, 2007) e entender o Cordel como um recurso didático-pedagógico importante para a aprendizagem escolar (ALVES, 2007; LACERDA & NETO, 2010), na medida em que este – por ser expressão cultural nordestina, que tende a despertar a atenção dos alunos, e tratar de temas variados, incluindo aqueles ligados às questões etnicorraciais - pode desempenhar um importante papel na construção do respeito à diversidade etnicorracial e na promoção de um (re)conhecimento que valorize os africanos e afrobrasileiros na composição étnica e cultural do Brasil.

Biografia do Autor

Paulo de Oliveira Nascimento, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Aluno do Programa de Pós-Graduação em História/UFCG.
Publicado
2013-01-31
Seção
Educação, Ações Afirmativas e Relações Etnicorraciais