“ANIMAI-VOS, POVO BAHIENSE, QUE ESTÁ POR CHEGAR O TEMPO EM QUE SEREMOS TODOS IGUAIS”: RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ESPAÇO ESCOLAR.

  • Eduardo Oliveira Miranda Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Hellen Mabel Santana Silva Universidade Estadual de Feira de Santana

Resumo

As narrativas têm o poder de expressar a cultura dos sujeitos envolvidos na investigação em educação. Outra característica das narrativas é de permitir que grupos subalternizados historicamente tenham direito de se expressar e ter a sua relevância histórica reconhecida. No espaço escolar aprende-se e constroem-se preconceitos, ideologias e conceitos os quais são (re)produzidos socialmente. A escola, através do seu currículo influencia os educandos a compreenderem e darem significados ao mundo em que vivem sendo responsável pela desconstrução de preconceitos. Nesse sentido, os cursos de formação de professores precisam oferecer componentes curriculares que problematizem à temática do negro e a sua história, principalmente com a criação da Lei 10.639/03. Para opor-se as relações racistas reproduzidas no espaço escolar se faz necessário a presença de políticas, diretrizes curriculares e orientação didático-pedagógicas aliados ao currículo na perspectiva Pós-Crítica, a qual traz consigo o conceito de Identidade que permite ampliar a discussão dos grupos menos favorecidos socialmente. Nesse prisma amplia-se a afirmação das identidades de gênero, raça e etnia e o currículo passa a promover tanto as representações de vozes culturais plurais como o diálogo das diferenças. Entendendo que a função do docente vai além de repassar conteúdos, o presente relato de experiência, com base no método autobiográfico, consiste em um estudo acerca da prática docente e pessoal do autor em uma escola da rede pública localizada no distrito de Bonfim de Feira, município de Feira de Santana, Bahia. Na prática docente desencadeada na respectiva escola defrontei-me com a necessidade de repensar o currículo escolar e, por conseguinte o currículo das licenciaturas, sobretudo, com a criação de um Projeto Político-Pedagógico que apresente bases de informações e componentes curriculares que contemplem as questões étnico-raciais.

Biografia do Autor

Eduardo Oliveira Miranda, Universidade Estadual de Feira de Santana
Licenciado em Geografia. Especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior – Fundação Visconde de Cairu. Mestrando em Desenho, Cultura e Interatividade pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia.
Hellen Mabel Santana Silva, Universidade Estadual de Feira de Santana
Licenciado em Geografia. Especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior – Fundação Visconde de Cairu. Mestrando em Desenho, Cultura e Interatividade pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia.
Publicado
2013-01-31
Seção
Educação, Ações Afirmativas e Relações Etnicorraciais