A ABOLIÇÃO E A MANUTENÇÃO DAS INJUSTIÇAS: A LUTA DOS NEGROS NA PRIMEIRA REPÚBLICA BRASILEIRA

  • Thiago Dantas da Silva Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Maíra Rodrigues dos Santos

Resumo

Com fim do regime escravista no Brasil, vamos observar que dentro da Sociedade havia uma espécie de manutenção do status de raça, motivada pelas Teorias Raciais, pelo projeto de “embranquecimento” e pela falta de oportunidade para a população negra. As Teorias Raciais baseavam-se em falsos pressupostos científicos, onde a ideia erronia de raça superior e inferior prevalecia. Dentro deste contexto os negros eram tratados como atrasado, em termos civilizatórios. Essas pesquisas iniciaram no Brasil durante o século XIX, influenciados por estudos Europeus e Estadunidenses sobre o tema. No nosso país, Nina Rodrigues era um dos principais divulgadores das Teorias Raciais que traziam estas para o debate as tentativas de “embranquecimento” de nossa população onde a meta era miscigenar a população brasileira com emigrantes vindos da Europa. À medida que chegavam indivíduos dos países europeus, para trabalho no campo e nas cidades, a população negra padecia por falta de trabalho e com o alto grau de marginalização proporcionada pela falta de oportunidades. Em suma, o trabalho em questão visa evidenciar que apesar da abolição, não são observadas melhoras efetivas em termos econômicos e culturais. Buscando o reconhecimento e a igualdade esta população negra desencadeou revoltas contra a ordem vigente, neste período as revoltas propiciaram a participação dos negros como atuantes e líderes onde cada vez mais se intensificavam e demonstravam o grau de suas insatisfações diante dos acontecimentos da Primeira República
Publicado
2013-03-01
Seção
Iniciação Científica