Tocando o Falo de Exu Elegbará: Subvertendo a Ordem e Implantando a Desordem.

  • Vinicius Vasconcelos Castro

Resumo

Este breve texto tem como objetivo apresentar e pôr em discussão as características culturais e de gênero que definem o Orixá Exu, pois o mesmo apresenta a identidade sexual de macho, formado a partir do mito de origem pelo qual buscamos compreender as suas interpretações na “sociedade moderna” como forma de identificar suas peculiaridades nos seus filhos e filhas. Exu é representado por um monte de terra que possui a forma de um homem agachado, apresentando um falo de tamanho respeitável, tornando-o deus da fecundidade e da copulação, o pênis ereto é símbolo de seu caráter truculento, violento e desavergonhado, é o desejo de chocar os bons costumes. Tendo um caráter suscetível, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso e indecente, os primeiros missionários, assustados com essas características, comparam-no como o diabo, fazendo-o símbolo de tudo que é maldade, ódio, tudo que se opõem à bondade, a elevação do amor de Deus. Contudo Exu Elegbará revela o seu lado bom, se ele é tratado com consideração e reage favorável mostrando-se servil e prestativo, Exu revela-se nem completamente mal, nem completamente bom.

Biografia do Autor

Vinicius Vasconcelos Castro
Possui graduação em História pela Universidade Estadual da Paraíba (2010). Atualmente é professor e coordenador da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Medio Ademar Veloso da Silveira. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Religiosidade Afro-brasileiro e Gênero.
Publicado
2013-03-01
Seção
Gênero, Geração e Saúde da População Negra