SOCIEDADE PRETA E BRANCA: PERCEPÇÕES DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E O PAPEL DA EDUCAÇÃO

  • Kaline Ferreira Costa Universidade Estadual da Paraíba
  • Maria Regina Alves dos Reis
  • Jadson Pereira Vieira
  • Patrícia Cristina de Aragão Araújo

Resumo

Um grande paradoxo da cidadania brasileira: plenitude de direitos políticos convivendo com uma camuflada estagnação dos direitos civis. Tem-se o direito (e dever), por exemplo, de votar e organizar partidos políticos, no entanto, vê-se cada vez mais um impedimento de direitos civis, como liberdade de expressão e religiosa, e isso se dá, dentre inúmeros outros motivos, pela falha existente no processo educacional brasileiro, que ainda trabalha numa vertente “separatista”, entendendo-se por isso um sistema contrário à inclusão, ao multiculturalismo. Sendo assim, estudantes aprendem lá fora a “separar o preto do branco” e adentram os muros escolares com concepções preconceituosas, difundindo tais idéias como algo natural. Em meio a isso, surgem percepções contraditórias, onde afirma-se existir preconceito, mas não se responsabiliza-se por ele. Este trabalho, então, é fruto de um projeto de pesquisa realizado na escola estadual Sólon de Lucena em Campina Grande – PB, com duas turmas do ensino médio. Aqui foram escolhidas quatro perguntas específicas do questionário aplicado para serem avaliadas, a fim de problematizar a percepção dos estudantes acerca das religiosidades afro-brasileiras. Com este estudo, pretendemos avaliar a relação entre o preconceito e a educação formal, observando as contradições existentes nas respostas dos estudantes, e, assim, contribuir para a ampliação do debate acerca da cultura afro-brasileira e das relações etnicorraciais.
Publicado
2013-03-01
Seção
Iniciação Científica