Maternidade e Afrodescendência em Úrsula e A Escrava, de Maria Firmina dos Reis.

  • Danielle de Luna e Silva UFPB

Resumo

A escritora maranhense Maria Firmino dos Reis, primeira romancista afro-brasileira, publicou Úrsula em 1859 e A Escrava em 1887. Apenas recentemente, no entanto, ambas foram republicadas e vários pesquisadores, como Eduardo de Assis Duarte ressaltam o caráter subversivo de seu texto abolicionista e inovador pela criação de personagens negros, homens e mulheres que constituem-se como sujeitos e narradores de suas próprias histórias. Chama-nos atenção , além da auto-representação das personagens femininas negras em sua narrativa, a representação da experiência da maternidade, tanto em Úrsula, quanto em A escrava. Pretendemos fazer uma análise que compare a representação da maternidade vivenciada pelas personagens afrodescendentes e pelas personagens brancas nas duas obras. Nos interessa pontuar as similaridades e diferenças entre essas representações, além de discutir os estereótipos comumente associados a maternidade negra na cultura brasileira. Utilizaremos como suporte teórico as pesquisas de Eduardo de Assis Duarte, Miriam Alves, Cristina Stevens, entre outros. Palavras chave: Maternidade. Afrodescendência.Literatura.

Biografia do Autor

Danielle de Luna e Silva, UFPB
Departamento de Letras Campus IV
Publicado
2013-03-01
Seção
Literaturas Africanas e da Diáspora Negra