Plath Brasileira: sobre saúde mental e feminismo na jornada tradutória de The Bell Jar

Autores

Resumo

Sylvia Plath nasceu nos Estados Unidos em 1932 e veio a falecer na Inglaterra em 1963. Ficou conhecida por seu estilo de escrita íntimo e confessional, no qual utilizava acontecimentos de sua vida no processo criativo de contos e poemas. Sua tentativa de suicídio de 1953 serviu como matéria-prima na produção de The Bell Jar (1963), seu único romance e que veio a se tornar sua obra mais famosa, visto que abordava temas de saúde mental e o papel da mulher na sociedade, conteúdo de teor progressista na época. A obra retrata, de forma semiautobiográfica, o declínio da personagem Esther Greenwood à depressão e o tratamento psiquiátrico, simbolizando o confinamento mental como uma redoma de vidro. Apesar de Plath não se autodenominar feminista, The Bell Jar (1963) foi recuperado e ganhou mais visibilidade com a segunda onda do movimento feminista nos EUA, sendo publicado pela primeira vez no país no ano de 1971. No Brasil, o romance tem uma história editorial singular, contando com, pelo menos, sete edições e cinco traduções diferentes. A primeira tradução chegou ao país também em 1971, em plena ditadura militar, contexto que pode parecer controverso quando se leva em consideração as temáticas sensíveis da obra. Dessa maneira, esse estudo procura investigar o processo tradutório de The Bell Jar (1963) no Brasil, utilizando teorias relativas à Historiografia da Tradução de Lieven D’Hulst (2021), em conjunto com a Teoria dos Polissistemas de Itamar Even-Zohar (2000). Ademais, as traduções serão analisadas através da proposta de Descrição de Traduções de José Lambert e Hendrik van Gorp (1985) e aprofundadas com base nos conceitos da Sociologia da Tradução, conforme discutido por Lana Araujo e Marcia Martins (2018), e teorias dos Estudos Feministas da Tradução, incluindo os trabalhos de Louise von Flotow (2010) e Rosvitha Blume (2010).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-03-20

Como Citar

FRANKIW, T. C. (2026). Plath Brasileira: sobre saúde mental e feminismo na jornada tradutória de The Bell Jar. Cultura E Tradução, 9(1). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/ct/article/view/78186