Entre Louisa May Alcott e a sétima arte: a tradução dos aspectos feministas de Amy March para o cinema estadunidense

Mesa redonda “Diálogos entre a história e a sociologia da tradução”

Autores

Resumo

Inserido no campo da Tradução Intersemiótica e orientado por uma abordagem feminista, este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa de dissertação dedicada à análise de três traduções fílmicas das obras de Louisa May Alcott, Little Women e Good Wives, de 1949, 1994 e 2019, dirigidas respectivamente por Mervyn LeRoy, Gillian Armstrong e Greta Gerwig, com foco na personagem Amy March. O primeiro livro Little Women (1868) e a sua sequência Good Wives (1869) são obras consideradas clássicas da literatura estadunidense e apresentam críticas explícitas à sociedade patriarcal do século XIX. Amy March é uma das personagens que mais favorecem uma crítica social ao sistema patriarcal e, por esta razão, a personagem foi o foco desta pesquisa. Neste trabalho, analiso como as traduções cinematográficas representam a personagem Amy March, com ênfase nas estratégias de tradução utilizadas pelos(as) diretores(as) para favorecer ou atenuar uma interpretação feminista das obras literárias para as telas. Esta é uma pesquisa de cunho bibliográfico, com ênfase na Tradução Intersemiótica e na inter-relação entre Literatura, Cinema e Feminismo. A análise se centra-se em cenas e diálogos da personagem em foco, com ênfase no conjunto de estratégias de tradução empregadas pelos(as) diretores(as) e tradutores(as), tendo respaldo nas elaborações teóricas de Roman Jakobson (1959), André Lefevere (1992), Toury (1995), Even-Zohar (1997), Plaza (2003), dentre outros; nas perspectivas de Literatura e Cinema de Ismail Xavier (2003), Linda Hutcheon (2013) e Diniz (2003) e; nos Estudos Feministas da Tradução e do Cinema, a exemplo de Lori Chamberlain (1998), Olga Castro (2017), Laura Mulvey (1975) e Kaplan (2001). O estudo comparativo entre as obras adaptativas revela diferentes maneiras de abordar as questões sociais de acordo com o contexto vigente de cada produção, sendo a adaptação realizada por Greta Gerwig a que mais evidencia uma perspectiva crítica simbólica em relação à personagem Amy March, enfatizando uma leitura feminista da personagem e aproximando-a da representação literária de Alcott.

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Publicado

2026-03-20

Como Citar

SILVA, V. da. (2026). Entre Louisa May Alcott e a sétima arte: a tradução dos aspectos feministas de Amy March para o cinema estadunidense: Mesa redonda “Diálogos entre a história e a sociologia da tradução”. Cultura E Tradução, 9(1). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/ct/article/view/78187