CAPITAL HUMANO DIMINUI DESIGUALDADE? EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL A PARTIR DE REGRESSÕES QUANTÍLICAS

Autores/as

  • Wellington Ribeiro Justo

Resumen

Este artigo faz uma análise empírica das taxas de retorno do capital humano durante o período de profundas e aceleradas mudanças macroeconômicas ocorridas no Brasil no período 1992-2002, notadamente, a liberalização comercial, fazendo uso das PNADs. Foram estimadas regressões quantílicas para obter o perfil do impacto do capital humano na distribuição dos salários. Os resultados indicam evidências do crescimento da desigualdade nas taxas de retorno à educação. Contudo, há evidências que a educação não é utilizada como um dispositivo na seleção pelo mercado de trabalho, mas é considerada com uma associação intrínseca à produtividade. Apesar das taxas de retorno terem sido mais altas para os quantis superiores da distribuição, melhorias nas características de dotação e educação têm sido sentidas mais fortemente para os trabalhadores situados nos quantis inferiores e têm sido reconhecidas e remuneradas pelo mercado de trabalho, compensando os efeitos das taxas de retorno. Os resultados também apontam para uma diminuição das diferenças salariais entre os trabalhadores do setor agrícola com os demais setores, em especial para os situados nos quantis mais elevados da distribuição.

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Publicado

2006-12-01

Cómo citar

Justo, W. R. (2006). CAPITAL HUMANO DIMINUI DESIGUALDADE? EVIDÊNCIAS PARA O BRASIL A PARTIR DE REGRESSÕES QUANTÍLICAS. Revista Economia E Desenvolvimento, 5(2). Recuperado a partir de https://periodicos.ufpb.br/index.php/economia/article/view/3850