O ESTEREÓTIPO SMART CITY NO BRASIL E SUA RELAÇÃO COM O MEIO URBANO

  • Tharsila Maynardes Dallabona Fariniuk UNIFACEARPUCPR https://orcid.org/0000-0002-2283-0692
  • Marcela de Moraes Batista Simão
  • Rodrigo José Firmino PUCPR
  • Juliana Helen Krebs Moreira Braga de Mendonça

Resumo

No Brasil, o uso do termo smart city tem sido geralmente adotado por projetos patrocinados por empresas estrangeiras ou desenvolvidos a partir de parcerias público-privadas. A utilização do termo nos projetos não possui uma lógica universal, pois o conceito pode denominar ações nas mais diversas áreas, e ser adaptado para servir a diferentes arranjos sociotécnicos. Essa discussão revela que parece existir certa confusão na adoção do termo smart city. Nesse sentido, este artigo pretende contribuir, de maneira exploratória e panorâmica, para a compreensão de possíveis manifestações de projetos de smart cities apropriados por cidades brasileiras, ante as interpretações e veiculações discursivas do conceito, a partir de diagnóstico das iniciativas assim denominadas nas 100 maiores cidades. Metodologicamente, a pesquisa estrutura-se em coleta de dados baseada em pesquisas por palavras-chave e na categorização de dados de acordo com recortes tipológicos, geográficos e temporais.  Os resultados mostraram que as iniciativas brasileiras autodenominadas smart city apresentam-se como ações relativas às mais diversas temáticas, refletindo a amálgama conceitual, e que estão voltadas principalmente para a promoção de eventos e feiras, para soluções de mobilidade e de segurança/vigilância, e para a digitalização de processos da administração pública. A pesquisa indica que os projetos estão, em grande parte, associados a um processo de reestruturação e de atualização de práticas com a utilização de novas tecnologias, e não necessariamente envolvidos com mudanças profundas na estrutura urbana ou no planejamento territorial.

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Biografia do Autor

Tharsila Maynardes Dallabona Fariniuk, UNIFACEARPUCPR

Doutora em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil. Professora do Centro Universitário UNIFACEAR, Brasil.

Marcela de Moraes Batista Simão

Doutora em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil.

Rodrigo José Firmino, PUCPR

Doutor em Planejamento Urbano e Regional pela Newcastle University, Inglaterra. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Juliana Helen Krebs Moreira Braga de Mendonça

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil.

Publicado
2020-08-25
Como Citar
Maynardes Dallabona Fariniuk, T., de Moraes Batista Simão, M., José Firmino, R., & Helen Krebs Moreira Braga de Mendonça, J. (2020). O ESTEREÓTIPO SMART CITY NO BRASIL E SUA RELAÇÃO COM O MEIO URBANO. Perspectivas Em Gestão & Conhecimento, 10(2), 159-179. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/pgc/article/view/47105
Seção
Relatos de Pesquisa | Research Articles