FAZER-SE ESTADO A PARTIR DAS FRONTEIRAS: circulação de corpos, objetos e significados entre os muros da prisão

  • Roberto Marques Universidade Regional do Cariri
  • Francisco Elionardo de Melo Nascimento Universidade Estadual do Ceará

Resumo

Este artigo discute as fronteiras da prisão definidas nos pontos de verificações que controlam os fluxos e circulações de pessoas, objetos e informações. A partir das performances e narrativas que estabelecem porosidades entre o dentro e fora das prisões, discutimos processos de Estado dispostos nas regras, normas e regulamentos que se desenrolam na exigência de documentações, revistas e vistorias de corpos e materiais, atravessados por marcadores de diferenças de gênero, sexualidade e classe. Fontes de dados e metodologias alternativas permitem-nos pensar as fronteiras do Estado como performance de composição do Estado e produção de subjetividade das pessoas por ela implicadas. Palavras-chave: Prisões. Fronteiras. Processos de Estado. Gênero.

Biografia do Autor

Roberto Marques, Universidade Regional do Cariri
Professor do departamento de Ciências Sociais da Universidade Regional do Cariri (URCA). Doutor em Antropologia Cultural pelo PPGSA/UFRJ.
Francisco Elionardo de Melo Nascimento, Universidade Estadual do Ceará
Francisco Elionardo de Melo Nascimento é Mestre e Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (PPGS/UECE), agente penitenciário vinculado a Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará (SEJUS- CE). Vem pesquisando sobre Prisão e Sistema Prisional Cearense; Ressocialização; Narrativas e performances; Travestilidades; Violência; Gênero e Sexualidade
Publicado
2019-11-20
Como Citar
Marques, R., & Nascimento, F. E. de M. (2019). FAZER-SE ESTADO A PARTIR DAS FRONTEIRAS: circulação de corpos, objetos e significados entre os muros da prisão. REVISTA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - POLÍTICA & TRABALHO, 1(50), 249-270. https://doi.org/10.22478/ufpb.1517-5901.2019v1n50.41300