A COMUNIDADE ARTESÃ DO ALTO DO MOURA NO SÉCULO 21

tensões emergentes em um espaço social local em transformação

  • Marcio Sá UFPE
  • Denise Clementino de Souza UFPE
  • Jessica Rani Ferreira de Sousa UFPE
  • Bárbara Tayná Leal UFPE

Resumo

Este trabalho teve como objetivo caracterizar as tensões disposicionais emergentes entre membros-proprietários(as) de negócios na comunidade artesã do Alto do Moura, Pernambuco, neste século 21. Nesse sentido, são recuperadas discussões acerca dos conceitos de território, urbanização e espaço social na literatura nacional e internacional, que permitiram situar as tensões emergentes na comunidade enquanto um espaço social local em transformação. Apoiando-se na noção de tensão disposicional (Bourdieu) como instrumento teórico e metodológico, a pesquisa foi norteada por uma abordagem epistêmica construtivista e utilizou como intrumentos para o trabalho de campo entrevistas semiestruturadas, notas de campo e grupos focais. As principais tensões disposicionais analisadas foram referentes às novas paisagens, vizinhanças e à insegurança comunitária, associadas aos conjuntos habitacionais mais recentes e a seus novos moradores, e à concorrência exacerbada e ao fator classe na aceitação social, relativos às mudanças no padrão de relacionamento comunitário.

Palavras-chave: Comunidade artesã. Alto do Moura. Espaço social local. Tensões disposicionais emergentes.

Biografia do Autor

Marcio Sá, UFPE

Doutor em Sociologia pela Universidade do Minho, Braga (Portugal). Autor de alguns livros, dentre os quais destaca "Feirantes: Quem são e como administram seus negócios" (Editora UFPE, 3a edição) e "Filhos das feiras: uma composição do campo de negócios agreste" (Editora Massangana-FUNDAJ). Também atua na coliderança do tema "Ontologia, Epistemologias, Teorias e Metodologias nos Estudos Organizacionais" da Anpad. Professor Adjunto do Departamento de Ciências Sociais, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba (DCS-CCHLA-UFPB). Pesquisador membro do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA-UFPE).

Denise Clementino de Souza, UFPE

Doutora em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, Recife (UFPE). Professora Adjunta do Núcleo de Gestão, Centro Acadêmico do Agreste, Universidade Federal de Pernambuco (NG-CAA-UFPE). Pesquisadora membro do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA-UFPE). Avenida Campina Grande, Nova Caruaru, Caruaru- PE

Jessica Rani Ferreira de Sousa, UFPE

Mestra em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, Recife (UFPE). Professora Substituta (2019-) do Núcleo de Gestão, Centro Acadêmico do Agreste, Universidade Federal de Pernambuco (NG-CAA-UFPE). Pesquisadora membro do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA-UFPE). Avenida Campina Grande, Nova Caruaru, Caruaru-PE.

Bárbara Tayná Leal , UFPE

Bacharela em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco. Membro integrante do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA-UFPE)..

Publicado
2020-10-08
Como Citar
Sá, M., Souza, D. C. de, Sousa, J. R. F. de, & Leal , B. T. (2020). A COMUNIDADE ARTESÃ DO ALTO DO MOURA NO SÉCULO 21. REVISTA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - POLÍTICA & TRABALHO, 1(52), 178-195. https://doi.org/10.22478/ufpb.1517-5901.2020v1n52.51187