TEORIZAÇÃO DA PRÁTICA OU PRÁTICA DA TEORIZAÇÃO? FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA E ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES SOBRE AS VOZES DE UM COLETIVO DE TRABALHO

Joelton Duarte Santana

Resumo


RESUMO: O presente artigo visa a analisar o papel da formação docente dos profissionais de língua inglesa a partir do ponto de vista do trabalhador em contexto de trabalho efetivo. A partir dos pressupostos teóricos da Clínica da Atividade, da Ergonomia da Atividade (BUENO, 2007; 2009) e do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 2008; MACHADO, 2007), o artigo em questão discute o papel da formação acadêmica do profissional de língua inglesa, bem como dos contextos e habilidades associados à ela, de modo a reunir reflexões sobre a formação desses profissionais a partir de suas vozes, que reunidas representam um coletivo de trabalho. Após a análise de um questionário empreendido com quatro professores de inglês, a saber, um de uma escola pública; um de um centro de idiomas; um de uma escola bilíngue; e, um do curso de Letras-Inglês de uma instituição de ensino superior, foi possível observar que o processo de formação que dispuseram ofereceu pouco ou nenhum espaço dedicado à reflexão de seu trabalho e agir docentes, tampouco à ressignificação de suas práticas e (re)construção de suas autorrepresentações (DUARTE-DE-SANTANA, 2016) e identidades enquanto trabalhadores e profissionais de línguas, proporcionando-lhes, assim, muito mais uma teorização da prática do que uma prática a partir da teorização.

PALAVRAS-CHAVE: Formação docente. Professor de Inglês. Coletivo de Trabalho. Autorrepresentações. Teorização da prática.

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DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1983-9979.2018v13n2.41965

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