“É UM MUNDO NOVO NÉ, A GENTE NÃO TEM ESSA PREPARAÇÃO, ESSA FORMAÇÃO NA UNIVERSIDADE”: (RE)CONFIGURAÇÕES DO AGIR DE UMA PROFESSORA DE LÍNGUA INGLESA A ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECÍFICAS VISUAIS

Náthaly Guisel Bejarano Aragon

Resumo


RESUMO: Este artigo tem como objetivo investigar como os elementos constitutivos do trabalho docente de uma professora de língua inglesa a alunos com necessidades específicas visuais indiciam (re)configurações do seu agir linguageiro, a partir das vozes da professora colaboradora desta pesquisa, atuante no Instituto dos Cegos da Paraíba. Os pressupostos teóricos utilizados se pautam no quadro teórico-metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo (doravante ISD) proposto por Bronckart (2006, 2008) e das Ciências do Trabalho - Clínica da Atividade e Ergonomia – com base em Clot (2007) e Amigues (2004), especificamente no que se refere aos objetos constitutivos do agir docente e ao conceito de trabalho. Alicerçados nessas abordagens teóricas, para a geração de dados fizemos uso do instrumento Instrução ao Sósia (CLOT,2007) da Clínica da Atividade. Ao analisarmos as vozes da colaboradora foi evidenciada uma maior recorrência as ferramentas; as regras do ofício foi o segundo elemento que mais incidiu no discurso da professora, dando seguimento as prescrições e os coletivos. Finalmente, percebemos que na apropriação de novas ferramentas e na adoção de novas regras de ofício, nossa docente do ICP sente a necessidade de (re)configurar seu agir com o objetivo de propiciar uma participação ativa no processo de ensino-aprendizagem de língua inglesa.

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DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1983-9979.2018v13n2.41975

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