Evidências de Ciclos Políticos no Senado Federal

Resumo

Objetivo: analisar como as questões políticas (primeiros anos de mandato versus últimos anos de mandato) influenciam nos gastos públicos dos senadores.

 

Fundamento: Teoria dos Ciclos Políticos como elemento para analisar a influência do Mandato Eleitoral sobre os Gastos Públicos.

 

Método: O estudo se caracteriza como descritivo, com abordagem quantitativa do problema. Apresenta-se a amostra da pesquisa com 78 senadores, dividida em dois grupos: mandato um são os senadores da legislatura 2011-2018, 2/3 do total (52), e o mandato dois são os da legislatura 2015-2022, 1/3 do total (26). Foram realizadas Análises Descritivas, Correlações de Pearson e Parciais, Teste de Levene e Teste da estatística T para duas amostras independentes (Teste de Médias).

 

Resultados: Observa-se que a maior parte dos gastos públicos analisados não demonstram diferença significativa em relação ao mandato em que os senadores estão exercendo. Apesar dos senadores que exercem o primeiro mandato apresentarem maior média de gastos, para aluguel e serviços, estes dois gastos são significativamente maiores para os senadores que atuam no segundo mandato.

 

Contribuições: No âmbito de implicações teóricas, o estudo contribui com a literatura sobre ciclos políticos, abarcando os gastos públicos com senadores brasileiros, em específico ao analisar a diferença de gastos em relação aos senadores que estão no primeiro ou segundo mandato. Sob a ótica de implicações práticas, a pesquisa espera instigar o acompanhamento social da aplicação dos recursos públicos, em especial aos gastos executados por políticos e em específico, senadores. Além do direito do cidadão, ao acompanhamento da destinação de recursos públicos.

Biografia do Autor

Cesar Leonardo dos Santos, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Graduando em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Filiação: Universidade Federal do Rio Grande (FURG),

Vagner Horz, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Doutorando em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mestre no Programa de Pós-Graduação em Contabilidade pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Especialista em Gestão Estratégica em Pessoas pela Universidade Franciscana (UFN) e bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Experiência na área de Ciências Contábeis, Controle Gerencial, Compliance e Governança Corporativa.

Anderson Betti Frare, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorando em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Contabilidade e Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Membro do Núcleo de Pesquisas em Controladoria e Sistemas de Controle Gerencial (NUPEC/UFSC), Núcleo de Pesquisa e Extensão em Contabilidade e Finanças (NUPECOF/FURG) e Grupo de Estudos, Pesquisa e Ensino em Contabilidade (GEPECON/FURG). Avaliador de periódicos e congressos de Administração e Contabilidade. Tem experiência na área de Contabilidade Gerencial, atuando principalmente nos seguintes temas: Controle Gerencial, Sistema de Controle Gerencial e Desempenho Organizacional.

Alexandre Costa Quintana, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Doutor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Atualmente professor da Universidade Federal do Rio Grande(FURG). Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Contabilidade - Mestrado Acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Autor dos Livros: Fluxo de Caixa: Demonstrações Contábeis; Contabilidade Pública; Exame de Suficiência do CFC Comentado; Transparência: instrumento para governança pública no Brasil; NBCASP - Normas de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público sob a ótica das IPSAS: um estudo comparativo; e Contabilidade Básica. Tem experiência na área de Contabilidade, com ênfase em Contabilidade Pública e Educação em Contabilidade, atuando principalmente nos seguintes temas: contabilidade aplicada ao setor público, transparência, tecnologias educacionais, pesquisa em contabilidade, organizações do terceiro setor e demonstração dos fluxos de caixa.

Rodrigo Nobre Fernandez, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

Doutor em Economia Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - PPGE/UFRGS (2014). Mestre em Economia Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Organizações e Mercados da Universidade Federal de Pelotas - PPGOM/UFPEL (2011). Graduado em ciências econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2008). Técnico em Sistemas para Internet e Intranets pelo Colégio Técnico Industrial Professor Mário Alquati - CTI/FURG (2004). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Pelotas. Tem experiência na área de Economia, atuando principalmente nos seguintes temas: Parcerias Público-Privadas, Concessões, Contratos, Regulação, Infraestrutura e Econometria Aplicada.

Publicado
2020-09-07
Como Citar
dos Santos, C. L., Horz, V., Betti Frare, A., Costa Quintana, A., & Nobre Fernandez, R. (2020). Evidências de Ciclos Políticos no Senado Federal. Revista Evidenciação Contábil & Finanças, 8(3), 23-36. https://doi.org/10.22478/ufpb.2318-1001.2020v8n3.50949
Seção
Seção Nacional