Efetividade da Gestão Municipal e a Tratativa de Crises Sanitárias: Uma Análise Pela Perspectiva da COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2318-1001.2024v12n2.67321Resumo
Objetivo: Identificar o impacto da efetividade da gestão municipal na crise sanitária causada pela COVID-19 nos municípios brasileiros, avaliando como a efetividade afeta a mortalidade por COVID-19. Especificamente, foi avaliado o efeito da efetividade da gestão da saúde nos óbitos.
Fundamento: O IEGM se trata de um índice que mede a efetividade da gestão municipal em diferentes esferas, dentre elas a esfera da saúde. Espera-se que durante a pandemia, os municípios que possuíam maiores índices de efetividade conseguiriam combater de forma mais assertiva a crise. Em especial, espera-se que não apenas a dimensão da saúde seja relevante para tanto, uma vez que a gestão precisa funcionar de maneira integrada para que crises tenham seus impactos menos percebidos.
Método: Foram estimados modelos econométricos pelo estimador de Mínimos Quadrados Ordinários, com erros padrões corrigidos pelo estimador de White.
Resultados: Foi identificado que a efetividade da gestão municipal é um preditor da mortalidade por COVID-19, constatando que quanto maior a efetividade da gestão municipal, menor o número de óbitos por habitantes. Ainda há indícios que o efeito do Índice é maior do que o efeito da dimensão da Saúde sobre os óbitos por habitantes.
Contribuições: Evidencia-se que o índice de efetividade se relaciona com a capacidade de os municípios lidarem com a pandemia, assim, infere-se que sob circunstâncias de crises, ele pode ser utilizado como direcionador que reflete quais municípios terão menor capacidade de lidar com tal situação, e assim, políticas públicas emergenciais mais efetivas podem ser elaboradas, baseando-se em tal necessidade.
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