Governança Corporativa, Geração e Distribuição de Riqueza em Empresas Brasileiras do Setor do Agronegócio
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2318-1001.2024v12n3.72586Resumo
Objetivo: Analisar a relação entre a participação das empresas do agronegócio nos níveis diferenciados de governança corporativa com a geração e distribuição de riqueza durante a pandemia da covid-19.
Fundamento: As empresas do setor do agronegócio listadas na Bolsa de Valores [B3] geram e distribuem riquezas aos stakeholders, representando um setor economicamente influente. Por esta razão, a adoção de boas práticas de governança corporativa torna-se imprescindível (Degenhart, Soares, Casarin, Marquezan, & Soares, 2021).
Método: A amostra final compreendeu 67 empresas (199 observações) de empresas do agronegócio, com dados disponibilizados na plataforma Economática® entre os anos de 2020 a 2022, assim como, variáveis oriundas da Demonstração de Valor Adicionado (DVA), coletadas do website da [B3].
Resultados: Constatou-se uma relação negativa e significativa entre as empresas listadas nos níveis diferenciados de governança corporativa com a geração de valor adicionado. Também observou-se uma relação positiva entre empresas listadas nos níveis diferenciados com a distribuição de riqueza do capital próprio, em contraponto, há uma relação negativa com a distribuição de riqueza ao governo. Adicionalmente, destaca-se que a variável valor adicionado não apresenta significância estatística em relação às distribuições de riqueza pessoal e capital de terceiros.
Contribuições: Os achados do estudo contribuem para o avanço das discussões na literatura, assim como trazem implicações para a prática no mercado de capitais brasileiro, ao fornecer insights úteis, seja para as empresas, investidores e demais stakeholders.
Palavras chave: Geração de riquezas. Governança corporativa. Valor adicionado. Agronegócio.
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