Perfil eco-epidemiológico da Leishmaniose Mucocutânea nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil
Resumo
Introdução: a Leishmaniose Mucocutânea (LMC) é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania, que acomete pele e mucosas. No Brasil, tem sido assinalada em todos os estados e especialmente nas regiões Norte e Nordeste. É considerada uma das cinco doenças infecto-parasitárias endêmicas de maior relevância e um problema de saúde pública mundial. Objetivo: traçar um perfil demográfico da Leishmaniose Mucocutânea nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, evidenciando as principais características epidemiológicas da doença em cada macrorregião. Metodologia: realizou-se um estudo epidemiológico do tipo ecológico, com abordagem indutiva, procedimento estatístico-comparativo-descritivo e técnica documental, utilizando bases de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram coletaram dados concernentes aos aspectos demográficos e sócio-econômicos da população e às características clínicas da doença para o ano de 2006. Resultados: as regiões Norte e Nordeste ocuparam, respectivamente, o primeiro e segundo lugares em percentual de casos do país, totalizando, em conjunto, 15.004 casos. Além disso, o Norte obteve a maior prevalência da doença no Brasil, sendo um caso para cada 1.724 indivíduos (OR=7,2). Dentre os afetados, prevaleceu o gênero masculino (71,38%), a zona de residência Rural (55,76%) e o nível de escolaridade ‘4 a 7 anos concluídos’ (28,21%). A doença pôde ser encontrada em todas as faixa-etárias, predominando entre 20 e 39 anos (40,86%). Clinicamente, verificou-se preponderância da forma cutânea da doença (93,5%). Um percentual de 95,16% dos indivíduos apresentaram a LMC pela primeira vez, sendo considerados casos novos. Como critério de confirmação, houve maior utilização do diagnóstico clínico-laboratorial (80,32%) e 73,49% dos indivíduos receberam alta por cura. Conclusão: as regiões Norte e Nordeste apresentaram o maior número de casos do país; houve predomínio de indivíduos do gênero masculino, residentes na zona rural, com escolaridade entre 4 e 7 anos concluídos, na faixa etária de 20 a 39 anos, e com a forma cutânea da doença. Assim, sugere-se um direcionamento de políticas públicas para as áreas mais afetadas, no intuito da adotar-se estratégias de prevenção e controle eficazes e gerar melhorias nas condições de vida da população.Downloads
Não há dados estatísticos.
Downloads
Como Citar
Freires, I. de A., Barros Lima, D. M., Rafael Bomfim, I. P., Souza, T. M. P. A. de, & Castro, R. D. de. (2009). Perfil eco-epidemiológico da Leishmaniose Mucocutânea nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil. Revista De Iniciação Científica Em Odontologia - RevICO, 7(1). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/revico/article/view/3449
Edição
Seção
FÓRUNS