MULHERES BANCÁRIAS NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO

  • Priscila de Souza Silva
  • Francisco Demetrius Monteiro Rodrigues
  • Arlindo Vicente de Andrade Neto
  • Silvana Nunes de Queiroz

Resumo

O objetivo principal deste estudo é analisar a evolução da participação feminina em relação à masculina no setor bancário brasileiro, bem como traçar o perfil demográfico e socioeconômico dos ocupados em tal atividade, durante os anos de 1994, 2004 e 2014. Para tanto, a principal fonte de dados é a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os principais resultados mostram que os bancos permanecem ligeiramente masculinos (51,05%), com pequena diferença em relação à participação feminina, isto porque, ao longo dos anos, elas conquistam espaço nesse segmento. Com relação às demais características pessoais, em 2014, são maioria as pessoas na faixa etária de 30 a 39 anos (sejam homens ou mulheres), que permanecem cinco anos ou mais no mesmo emprego e que possuem nível superior completo, sendo que o contingente feminino com esse nível de instrução é maior quando comparado ao masculino. A maior diferença observada é no tocante aos cargos e rendimentos, onde eles são maioria nas ocupações de maior projeção social e econômica (diretoria e gerência), e com isso auferem maiores rendimentos, apesar de elas serem mais instruídas, mesmo quando ocupam o mesmo posto de trabalho. Ademais, foi possível constatar piora no emprego bancário brasileiro, tanto para homens quanto para mulheres, principalmente no tocante ao achatamento salarial.

Publicado
2018-08-01