Estimativa da área foliar em <i>Urochloa mosambicensis</i> por dimensões lineares

  • Mauricio Luiz de Melo Vieira Leite UFRPE
  • Leandro Ricardo Rodrigues de Lucena Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada, PE.
  • Eduardo Henrique de Sá Júnior Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada, PE.
  • Manoela Gomes da Cruz Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada, PE.

Resumo

A mensuração da área foliar é requerida em vários estudos agronômicos por ser um dos principais parâmetros para avaliar o crescimento das plantas. Objetivou-se definir os melhores modelos para estimativa da área foliar do capim-corrente (Urochloa mosambicensis), de forma não destrutiva, com base nas dimensões lineares do comprimento e da largura máxima do limbo foliar. Foram coletadas, aleatoriamente, 96 lâminas foliares verdes de capim-corrente, em distintos estádios de crescimento. Foram mensurados o comprimento e a largura de cada limbo foliar com uso de paquímetro digital, e a área foliar através do método gravimétrico. Para a escolha do modelo para estimativa da área foliar do capim-corrente, procederam-se estudos de regressão utilizando os modelos: linear, potência e gamma. Os valores de área foliar real variaram de 1.238,1 mm2 a 158,73 mm2, com valor médio de 602,7 mm2. O modelo de regressão potência se mostrou o mais eficiente para explicar a área foliar do capim-corrente, pois apresentou o maior coeficiente de determinação (R2 = 99,99%) e menores soma de quadrado de resíduo (SQR = 153092,7) e critério de informação de Akaike (AIC = -244,958), quando comparado aos outros modelos avaliados. O modelo potência, y = (C x L)0,968, pode ser usado para determinação da área foliar de Urochloa mosambicensis com bases nos valores de comprimento e largura das lâminas foliares desta espécie. A adoção deste modelo possibilita a estimação da área foliar do capim-corrente, de forma não destrutiva, com elevada precisão, rapidez e baixo custo, necessitando-se apenas da mensuração do comprimento e da maior largura da lâmina foliar.

Biografia do Autor

Mauricio Luiz de Melo Vieira Leite, UFRPE
ENG. AGRÔNOMO, MESTRE E DOUTOR EM ZOOTECNIA, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO, UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA, PESQUISADOR DE FORRAGICULTURA
Leandro Ricardo Rodrigues de Lucena, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada, PE.
ESTATÍSTICO, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO, UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA
Eduardo Henrique de Sá Júnior, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada, PE.
DISCENTE DE AGRONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO, UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA
Manoela Gomes da Cruz, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Serra Talhada, PE.
DISCENTE DE AGRONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO, UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA
Publicado
2017-05-10
Seção
Agronomia