Espaçamento de cultivo de milho forrageiro consorciado com forrageiras tropicais para produção de silagens

  • João Paulo Ferreira
  • Marcelo Andreotti
  • Isabô Melina Pascoaloto
  • Nidia Raquel Costa
  • Jeferson Garcia Augusto
  • Flávio Hiroshi Kaneko

Resumo

A produção agropecuária tem requerido cada vez mais alimentos de alto valor nutritivo que atendam à demanda dos animais de alta produtividade. A produção de silagem é uma alternativa viável, mas pode apresentar perdas nutricionais se não for bem executada. O objetivo com esse trabalho foi avaliar as perdas provenientes do processo de ensilagem de grãos úmidos e planta inteira de milho consorciado com forrageiras tropicais. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com tratamentos no esquema fatorial 2 x 2, com seis repetições. Os tratamentos foram: milho semeado em dois espaçamentos entrelinhas na semeadura (0,45 e 0,90 m) e em consórcio com Urochloa brizantha cv. Xaraés e Megathyrsus maximum cv. Tanzânia. Foram determinadas as porcentagens de cada fração da planta de milho e forrageiras. Ambos materiais foram adequadamente ensilados e mantidos lacrados por 60 dias. Foram mensuradas as perdas da silagem por gases e por efluentes e calculada a recuperação de matéria seca. A silagem de grãos úmidos apresentou maiores perdas por gases e menores perdas por efluentes que a silagem de planta inteira. A maior proporção do capim-tanzânia na massa final a ser ensilada não influenciou significativamente as perdas na silagem de planta inteira de milho. Quando bem compactada, a silagem de planta inteira com forrageiras tropicais não apresenta perdas significativas durante o processo de ensilagem.
Publicado
2017-10-19
Seção
Agronomia