RESPOSTAS MORFOFISIOLÓGICAS DE PLANTAS DE SORGO, FEIJÃO-DE-CORDA E ALGODÃO SOB ESTRESSE SALINO

  • Carlos Henrique Carvalho de Sousa
  • Claudivan Feitosa de Lacerda
  • Francisco Marcus Lima Bezerra
  • Enéas Gomes Filho
  • Hans Raj. Gheyi
  • Antonio Evami Cavalcante Sousa
  • Geocleber Gomes de Sousa

Resumo

Propôs-se, com este trabalho, avaliar os teores e a distribuição de íons, além de alguns parâmetros morfofisiológicos associados com a tolerância à salinidade em plantas de sorgo, feijão-de-corda e algodão. As plantas foram cultivadas em vasos contendo 15 kg de areia lavada, em condições de casa de vegetação, e irrigadas com águas com três níveis de salinidade (condutividade elétrica de 0,5, 4,0 e 8,0 dS m-1). Após 52 dias da semeadura foram medidas a área foliar e a produção de matéria seca de folhas, caules e raízes. Foram também determinados: a suculência foliar, a massa específica foliar e os teores de Na+, Cl-, K+, Ca2+ e prolina. O algodão se diferenciou das duas outras espécies em virtude de apresentar maior acúmulo e retenção de Na+ e Cl- nas raízes, maior acúmulo desses íons nos limbos foliares, menores alterações nos teores de K+ e aumento nos teores de prolina em resposta ao aumento da salinidade. O sorgo mostrou menores teores de íons potencialmente tóxicos (Na+ e Cl-) nos limbos foliares, porém apresentou reduções nos teores de K+ e Ca2+ na parte aérea. O elevado acúmulo de Cl- nas folhas, associado à falta de outros mecanismos eficientes de proteção contribuiu, pelo menos em parte, para a maior sensibilidade do feijão-de-corda ao estresse salino.
Publicado
2010-11-07
Seção
Artigo Científico