ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE BATATINHA NA MICRORREGIÃO DO AGRESTE PARAIBANO

  • Edmilson Bernardo Igor

Resumo

O presente trabalho teve por objetivo diagnosticar a produção da batatinha (Solanum tuberosum) no município de Esperança-PB. Foram entrevistados 30 produtores rurais da região, pertencentes a comunidades do Quebra Pé, Mulatinha, Pintado, Logradoro, Covão e Camucá, onde os mesmos foram selecionados aleatoriamente. O questionário foi realizado em forma de entrevista direta aos produtores. Os dados obtidos foram submetidos a análises de distribuição de freqüência (variáveis qualitativas) e descritivas (variáveis quantitativas). Ao término das análises pôde-se observar que a cultivar “Monaliza” é a mais produzida no município, representando (41%) das três cultivares utilizadas. Do total de sementes armazenadas e utilizadas para o plantio, 23% foram perdidas, por sua vez vários fatores influenciaram para que houvesse esta acentuada perda. Durante a colheita os danos ocasionados nos tubérculos foram oriundos de danos mecânicos, fisiológicos e fitopatológicos. Porém, o principal fator foi o fisiológico, correspondendo a 48% dos danos. Os danos fitopatológicos foram proporcionados por cinco agentes, tendo como o principal a Pinta Preta (Guinardia citricarpa). O cultivo da batatinha fora acometido por três diferentes pragas Paquinha (Gryllotalpa hexadactyla), Lagarta Rosca (Agrotis spp) e Larva Alfinete (Diabrotica speciosa).Tendo como a principal praga a Paquinha (Gryllotalpa hexadactyla) correspondendo por 43% da perdas cometidas por pragas. Os agricultores em sua maioria são proprietários de pequenos latifúndios e não almejam aumentar a área de produção de Batatinha. A quantidade de sementes armazenadas em sua maioria não ultrapassa 3500 kg.
Publicado
2010-11-07
Seção
Artigo Científico