Rompendo o Teto de Vidro: a trajetória profissional das presidentas de conselhos regionais de contabilidade

Autores

  • Marcela Ferreira Oliveira Instituto Federal de Brasília
  • Marli Auxiliadora Silva Universidade Federal de Uberlândia
  • Rayanne Silva Barbosa Universidade Federal de Uberlândia
  • Marcus Sérgio Satto Vilela Universidade Federal de Uberlândia

Palavras-chave:

Presidentas, Gênero, Estereótipos, Fenômeno ‘teto de vidro’, Conselhos Regionais de Contabilidade

Resumo

Objetivo: O objetivo desta pesquisa consistiu em analisar como as presidentas dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC) brasileiros, no mandato de 2018-2019, ultrapassaram o fenômeno ‘teto de vidro’ em suas trajetórias até a ascensão à liderança do órgão de classe da profissão.

Método/Abordagem: Este estudo tem natureza qualitativa e exploratória, sustentada nas Teorias de Gênero e no fenômeno ‘teto de vidro’ (barreiras imperceptíveis que dificultam a ascensão profissional). Foram sete as presidentas entrevistadas e as entrevistas foram analisadas por meio da Análise de Conteúdo e a Técnica de Incidentes Críticos com auxílio do software QSR-Nvivo.

Resultados: Os principais resultados indicam que: a discriminação existe para além dos Conselhos e da literatura; as influências pessoais e profissionais são importantes para desmistificar os estereótipos de incapacidade feminina intrínsecos na estrutura dos Conselhos; e a generificação esteve presente durante toda a trajetória profissional das presidentas dos CRC.

Contribuições: A contribuição desta pesquisa está centrada na análise e reflexões acerca do fenômeno ‘teto de vidro’ enfrentado pelas presidentas do órgão de classe contábil, das que o identificam como tal e das que não o fazem porque está interiorizado (generificação) bem como as dificuldades e barreiras durante suas trajetórias.

Originalidade/Relevância: Este estudo evidencia que não obstante a ascensão de mulheres à presidência dos Conselhos Regionais de Contabilidade brasileiros, elas continuam sofrendo discriminações sociais, principalmente quando decidem subverter narrativas machistas de poder e ocupar lugares tidos como masculinos, como a presidência de uma entidade.

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Biografia do Autor

Marcela Ferreira Oliveira, Instituto Federal de Brasília

Professora de Gestão e Coordenadora de Cultura, Sustentabilidade, Gênero, Raça e Estudos Afro-Brasileiros no Instituto Federal de Brasília (IFB). Mestra em Controladoria na Faculdade de Ciências Contábeis na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Especialista em Docência no ensino superior, técnico e médio (Instituto Passo 1) e graduada em Administração (UFU). Tem experiências em pesquisas (orientações, publicações, grupos de estudo e iniciação científica) nas áreas de gênero, raça, ensino, marketing, comércio eletrônico, autogestão e economia solidária. 

Marli Auxiliadora Silva, Universidade Federal de Uberlândia

Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia e Mestre em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo. Graduada em Ciências Contábeis e especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Professora adjunta da Universidade Federal de Uberlândia, atuando no programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Contábeis (FACIC/UFU) e no curso de graduação em Ciências Contábeis da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES/UFU), no campus Pontal. Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Administração e Ciências Contábeis (NEPACC).

Rayanne Silva Barbosa, Universidade Federal de Uberlândia

Doutoranda em Controladoria pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis e mestranda em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Uberlândia. Sou mestra em Controladoria (2017), com pesquisa na área de educação, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal de Uberlândia. Na mesma instituição de ensino me tornei bacharel em Ciências Contábeis (2014) e em Tradução (2017).

Marcus Sérgio Satto Vilela, Universidade Federal de Uberlândia

Possui mestrado em Ciências Contábeis e Atuariais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008), especialização em Auditoria pela Universidade de Brasília (1999) e em Gestão Empresarial pela Escola Superior de Ciencias Contábeis e Administrativas de Ituiutaba (1998) e graduação em Ciências Contábeis pela Escola Superior de Ciencias Contábeis e Administrativas de Ituiutaba (1996). Atualmente é professor efetivo do curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia.

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Publicado

2022-06-30

Como Citar

Oliveira, M. F. ., Silva, M. A., Barbosa, R. S., & Vilela, M. S. S. (2022). Rompendo o Teto de Vidro: a trajetória profissional das presidentas de conselhos regionais de contabilidade. Prosppectus - Perspectivas Qualitativas Em Contabilidade E Organizações, 2(1), 7–28. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/prosp/article/view/62361

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa