Comunidade Gólgota: a cultura do rock como reflexo de uma " rebeldia com causa"

  • Maralice Maschio (UEPG / SEED - PR) SEED

Resumo

Resumo: Temos por objetivo, através de compilações e aprofundamentos do terceiro capítulo da Tese de Doutorado em História, defendida pela UFPR, no ano de 2018, historicizar o percurso da Comunidade Gólgota no cenário religioso evangélico. Discutimos a origem da comunidade com a seguinte observação: a Gólgota pode não ter tamanho comparável a outras denominações religiosas pentecostais e neopentecostais, mas o traçado cultural chama a atenção. É o tônus da rebeldia como uma espécie de alma no trabalho de pesquisa e a Gólgota se desenhando como construção da linguagem, de metalinguagem. Qual rebeldia se quer? É possível se compreender mais do Brasil a partir das flâmulas do discurso conservador? Do problema da ideologia? Posteriormente, discutimos a organização da denominação religiosa problematizando seu projeto religioso, o espaço de culto, o estilo/estética, a noção de espetáculo nos rituais, percorrendo as relações entre o sagrado e o profano. Também pontuamos a origem histórica das práticas religiosas da comunidade, abordando seus ministérios e eventos. Observamos o crescimento da comunidade pela rotatividade de público, percorrendo a questão central de que são poucos os que permanecem enquanto membresia. Desenvolvemos o raciocínio em dois momentos, explorando as táticas utilizadas pela Gólgota para atrair fiéis: 1) as ações missionárias e 2) o uso da mídia. Por fim, problematizamos os que entram e ficam, explorando exemplos via entrevistas orais, que exemplificam a trajetória religiosa de dois membros efetivos, os quais identificados com as propostas da comunidade permaneceram, fortalecendo as identidades e pertencimentos golgotanas. Palavras-chave: Igrejas Emergentes; Pós-Modernidade; Juventude; Gólgota; identidade religiosa.

Publicado
2019-12-28
Como Citar
(UEPG / SEED - PR), M. M. Comunidade Gólgota: a cultura do rock como reflexo de uma " rebeldia com causa". Religare: Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões da UFPB, v. 16, n. 1, p. p.306-337, 28 dez. 2019.