Mudança de Práticas: O Fazer Obstétrico na Grande Vitória/ES

Ana Carolina Júlio

Resumo


O objetivo deste trabalho é analisar como a organização do fazer obstétrico motiva uma comunidade de práticas a optar pelo parto humanizado, contribuindo para a mudança dessa prática. A pesquisa foi conduzida por meio da observação, empregando a epistemologia da prática segundo Theodore Schatzki e a análise temática dos dados. Os resultados apontam que diferentes entendimentos acerca do corpo levam à reprodução das práticas obstétricas ou ao esforço em prol da sua mudança. Quando o corpo da mulher é tido enquanto um objeto, a gravidez é um problema a ser resolvido. Por outro lado, quando esse passa a ser um “corpo-pessoa”, não é possível desassociá-lo da mulher. Consequentemente, a gravidez deixa de ser um problema, tornando-se um processo natural e fisiológico que deve ser respeitado, e não solucionado o mais rápido possível. Este trabalho contribui com o campo ao analisar como a mobilização das práticas se altera ao longo do tempo. Além disso, o estudo da obstetrícia revela a centralidade do corpo na performance dessa prática social. Afinal, é o corpo da mulher que entra em trabalho de parto, que dá à luz e que, infelizmente, ainda sofre violência obstétrica. Enfim, é esse o “veículo” que transporta as práticas.

Palavras-chave


Estudos Baseados em Prática (EBP); Theodore Schatzki; Práticas Obstétricas; Corpo.

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DOI: https://doi.org/10.21714/2017_v7i234585



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