FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO NO COMÉRCIO: O CASO DE UM SHOPPING CENTER

Autores

  • Márcia Costa
  • Cristina M. Maciel
  • Márcio R. L. Ferreira
  • Roberto D. Brandão Jr.

Resumo

A forte desregulamentação do mercado de trabalho associa-se ao desemprego estrutural e provoca a degradação das condições e dos regimes de trabalho. O presente artigo tem como objetivo analisar a realidade dos regimes de emprego vividos pelos comerciários que exercem suas atividades em um shopping center. Busca-se conhecer as práticas gerenciais em terrenos como os da contratação/demissão, promoção, salários, jornada. Utilizamos o método qualitativo de pesquisa por intermédio da técnica de entrevista. Dentre os achados mais gerais da pesquisa podemos afirmar que é reduzida a força da representação sindical. Por sua vez, o trabalho de curtíssima duração, a ausência de políticas de desenvolvimento de pessoal, a multifuncionalidade do trabalhador que deve estar disponível e apto para fazer de tudo, inclusive, serviços gerais, a jornada flexibilizada e ampliada até o limite, a competitividade entre os empregados vendedores, fomentada ao extremo, o número reduzido de funcionários, especialmente nas lojas de médio porte constituem os problemas centrais vividos pelos comerciários e para os quais há pouca possibilidade de enfrentamento por uma via negociada que minimamente favoreça o lado mais fraco da relação capital-trabalho.

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Como Citar

Costa, M., Maciel, C. M., Ferreira, M. R. L., & Brandão Jr., R. D. (2013). FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO NO COMÉRCIO: O CASO DE UM SHOPPING CENTER. Revista Da ABET, 6(2). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/abet/article/view/15719