QUESTIONANDO A PERIODIZAÇÃO "FORDISMO" ~ "NEOFORDISMO", MUDANÇAS TECNOLÓGICAS E REFLEXOS NO MUNDO DO TRABALHO
Resumen
Discute-se um modelo de periodização, "Fordismo" - "Neo-Fordismo", largamente empregado para a análise dos últimos 100 anos. Repassam-se as construções destes conceitos, e de outros relevantes, seguindo a cronologia e, também, uma seqüência teórica e lógica. Os achados mostram que há variados tipos de problemas com o modelo, de natureza histórica, teórica e empírica. Para referir só aos últimos, uma ponderada observação da realidade concreta deixa evidente que a mesma difere das caracterizações do modelo, tanto em relação ao passado como ao que já seria visível do "novo período". Há ramos que nunca foram "Fordistas" e outros onde as principais empresas continuarão sendo. De fato há uma intensa heterogeneidade produtiva que demanda uma variedade de formas de relação capital trabalho para sua reprodução. O desenvolvimento desigual tende a fazer com que diferentes arranjos coexistam, entre os quais estão em situação privilegiada aqueles que melhor sintonizam seus parâmetros técnicos às condicionantes sociais. Se este questionamento procede, seguem-se conseqüências importantes. Pois, far-seia necessária e urgente a reconsideração de conclusões de um grande número de trabalhos, acerca de uma vasta gama de questões, que se baseiam na lógica desta periodização. Trabalhos esses, teóricos e aplicados, que, por exemplo, têm alimentado campanhas de demissão voluntária e estimulado a busca de inserção produtiva no chamado modelo "Empreendedorista".Descargas
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