Reflexões sobre o medo

  • Jorge Alberto Ramos Sarmento Universidade Federal do Pará, UFPA
Palavras-chave: medo; controle social; conflitualidade

Resumo

O presente trabalho pretende, de forma  muito breve, proporcionar algumas reflexões sobre o fenômeno do medo ao longo de um processo histórico, a partir de um ponto de vista de vários pensadores, desde a Antiguidade Clássica até os dias atuais. Mais do que um fenômeno individual, o medo pode ser considerado como uma representação coletiva, e em sua conexão com a religião tem sido um importante instrumento de controle social. Na atualidade, as reflexões de pensadores como Slavoj Zizek alertam que em função da necessidade de um processo de organização social e administração eficiente da vida em grupo, bem como da possibilidade de se dispor de um poder de grande amplitude, o poder do medo torna-se cada vez mais relevante, dando ênfase a chamada política do medo. Em uma realidade cada vez mais desprovida de perspectivas futuras, onde se busca evitar tudo que seja capaz de causar sofrimento, o  medo passa a adquirir uma modalidade de consumo, desprovido das antigas visões religiosas.

Biografia do Autor

Jorge Alberto Ramos Sarmento, Universidade Federal do Pará, UFPA

Licenciado em Filosofia (UFPA), mestre e doutor em Ciências Sociais (UFPA), possuindo bacharelado em Administração (UFPA) e Pós-Graduação (Lato sensu) em Educação e Problemas Regionais (UFPA). É professor Associado da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Possui experiência na área de Filosofia Política, Ciência Política, Filosofia do Direito, Sociologia do Direito e Ética.

Publicado
2020-06-07
Como Citar
Jorge Alberto Ramos Sarmento. (2020). Reflexões sobre o medo. Aufklärung: Revista De Filosofia, 7(1), p.179-192. https://doi.org/10.18012/arf.v7i1.50161