O tempo em Heidegger e Thomas Mann

  • Libanio Cardoso Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)

Resumo

O artigo pretende sugerir e dar base conceitual a uma dupla iluminação entre o romance A montanha mágica, de Thomas Mann, e o tratado de filosofia Ser e tempo, de Martin Heidegger, quanto à concepção de tempo. Pretende-se mostrar, mediante análise da estrutura da primeira parte do romance de Mann, que também nele o conceito de existência é “temporalizado”. O caminho para dar consistência a essa hipótese prevê três passos: (1) elucidar, brevemente, a concepção heideggeriana de temporalidade; (2) analisar a estrutura e elementos da primeira parte do romance de Mann, em contínua referência à força do prólogo; (3) sugerir aproximações entre a forma da primeira parte de A montanha mágica, e suas conquistas narrativas, às noções advindas do tratado Ser e tempo.

Biografia do Autor

Libanio Cardoso, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)

Departamento de Filosofia - UNIOESTE (PR)

Graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (1993). Doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009). Professor associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, onde integra o Grupo de pesquisa em História da Filosofia. Pesquisador do PRAGMA - Programa de Estudos em Filosofia Antiga. Pós-doutorado em Dialética Antiga, Universidad de Buenos Aires (CAPES; Programa para Fortalecimento da Pós-graduação no Mercosul). (Texto informado pelo autor)

 

Publicado
2020-01-24
Como Citar
Cardoso, L. (2020). O tempo em Heidegger e Thomas Mann. Aufklärung: Revista De Filosofia, 7(Especial), p.153-168. https://doi.org/10.18012/arf.2019.50322