Trabalho e riqueza na superfície do aparecimento do capital

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18012/arf.v12iEspecial.73339

Palavras-chave:

trabalho, Riqueza, Propriedade privada, Concorrência, Crédito

Resumo

O presente artigo pretende analisar um conjunto de determinações das relações de produção capitalista a partir de sua forma de manifestação na superfície do aparecimento, e que, por essa razão, se apresentam de modo visível para os agentes envolvidos nessas relações. Sendo assim, o artigo busca percorrer uma trajetória oposta àquela traçada por Marx nos três livros d´O Capital. O texto inicia-se com uma análise da forma capitalista da propriedade privada, visando demonstrar que essa forma implica, necessariamente, a divisão da sociedade entre proprietários e não proprietários, que são forçados a trabalhar em troca de salário. A segunda seção analisa a estrutura coercitiva que emana das relações de competição entre capitalistas e que os obriga a investir continuamente na racionalização do processo de trabalho. A terceira e última seção busca evidenciar que essa estrutura coercitiva conduz os capitalistas que investem na produção real à dependência do crédito, conferindo aos capitalistas financeiros um grande poder de definir os níveis de rentabilidade e padrões de produtividade. Como consequência, tanto a racionalização do processo de produção quanto a eclosão das crises são aceleradas.

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Biografia do Autor

Christian Iber, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Possui doutorado em Filosofia - Instituto de Filosofia da Livre Universidade de Berlim (1986). Atualmente é Professor Doutor do Instituto de Filosofia da Universidade Livre de Berlin, Alemanha. O diploma de doutorado é, ao mesmo tempo, diploma de formatura em três faculdades: Filosofia, Filologia Germânica e Politologia. Atualmente é pesquisador do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS / Brasil).

Lutiero Cardoso Esswein, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Pós-doutorando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2023), sob a orientação do professor José Pinheiro Pertille. Possui Mestrado em Filosofia pela UFRGS (2019) e Bacharelado em Filosofia pela UFRGS (2017). Atualmente, encontra-se cursando licenciatura em História e Formação Pedagógica em Filosofia. Possui experiência na área de Filosofia, com ênfase nas temáticas de Filosofia Política, Filosofia da História, Filosofia Moderna e na Tradição Dialética, abrangendo as teorias filosóficas de Hegel e Marx. Iniciou sua trajetória acadêmica, como bolsista de IC, pesquisando sobre o movimento dialético, no interior da Fenomenologia do Espírito, por meio do qual as diversas Formas de Saber se sucedem e a configuração específica com que esse movimento se coloca na transição das de cada Forma. Durante o período do mestrado, o foco da sua pesquisa foi centrado na exploração de uma interpretação da concepção materialista da história, do filósofo Karl Marx, que busque conciliar o papel explicativo das forças de produção para a dinâmica do processo histórico com a importância atribuída à agência política das classes, visando evitar tanto uma perspectiva teconlogicista-determinista quanto um modelo voluntarista. Atualmente, sua pesquisa se desenvolve em dois eixos: o primeiro consiste na exploração da teoria do valor compreendida como um conjunto de relações reificadas que somente podem ser compreendidas no interior de uma totalidade histórica, com enfoque no trabalho de Isaak Rubin; o segundo se concentra nas condições, relativas à totalidade do processo de reprodução social, que devem ser continuadamente satisfeitas para que o processo de acumulação do capital social total se concretize ao longo do tempo e nos limites históricos desse processo que podem decorrer de suas próprias contradições imanentes.

Referências

MARX, Karl. O Capital – Crítica da Economia Política. Livro I. Tradução: Rubens Enderle. 2.ed. São Paulo: Boitempo, 2017a.

MARX, Karl. O Capital – Crítica da Economia Política. Livro III. Tradução: Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2017b.

Arquivos adicionais

Publicado

2025-04-30

Como Citar

Iber, C., & Cardoso Esswein, L. . (2025). Trabalho e riqueza na superfície do aparecimento do capital. Aufklärung: Journal of Philosophy, 12(Especial), p.77–90. https://doi.org/10.18012/arf.v12iEspecial.73339

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