Trabalho e riqueza na superfície do aparecimento do capital
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v12iEspecial.73339Palavras-chave:
trabalho, Riqueza, Propriedade privada, Concorrência, CréditoResumo
O presente artigo pretende analisar um conjunto de determinações das relações de produção capitalista a partir de sua forma de manifestação na superfície do aparecimento, e que, por essa razão, se apresentam de modo visível para os agentes envolvidos nessas relações. Sendo assim, o artigo busca percorrer uma trajetória oposta àquela traçada por Marx nos três livros d´O Capital. O texto inicia-se com uma análise da forma capitalista da propriedade privada, visando demonstrar que essa forma implica, necessariamente, a divisão da sociedade entre proprietários e não proprietários, que são forçados a trabalhar em troca de salário. A segunda seção analisa a estrutura coercitiva que emana das relações de competição entre capitalistas e que os obriga a investir continuamente na racionalização do processo de trabalho. A terceira e última seção busca evidenciar que essa estrutura coercitiva conduz os capitalistas que investem na produção real à dependência do crédito, conferindo aos capitalistas financeiros um grande poder de definir os níveis de rentabilidade e padrões de produtividade. Como consequência, tanto a racionalização do processo de produção quanto a eclosão das crises são aceleradas.
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Referências
MARX, Karl. O Capital – Crítica da Economia Política. Livro I. Tradução: Rubens Enderle. 2.ed. São Paulo: Boitempo, 2017a.
MARX, Karl. O Capital – Crítica da Economia Política. Livro III. Tradução: Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2017b.
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