Reflexões sobre manifestações do silêncio e processos subjetivos em rodas de biblioterapia
Resumo
Propõe uma análise sobre a manifestação e a importância do silêncio nas práticas de biblioterapia, um aspecto que frequentemente causa inquietude entre as pessoas mediadoras. Apresenta as rodas de biblioterapia como espaços de escuta sensível e diálogo, onde a literatura atua como mediadora para a expressão socioemocional. Problematiza o silêncio não como uma ausência ou desinteresse, mas sim como uma resposta legítima e essencial no percurso terapêutico-literário, um intervalo onde a pessoa pode, finalmente, escutar-se. Tem por objetivo compreender as formas de coexistência e manifestações do silêncio nas rodas de biblioterapia, analisando o papel de quem medeia esse processo. A pesquisa, de natureza qualitativa, exploratória e interpretativa, utiliza a (auto)etnografia performática como estratégia metodológica, baseada em experiências teórico-práticas de rodas de Biblioterapia. Aprofunda, no referencial teórico, a ideia de que o silêncio é linguagem e gesto de escuta e busca nas contribuições da Abordagem Centrada na Pessoa a compreensão dos diferentes tipos de silêncio como forma de comunicação e condição para o encontro autêntico. Conclui-se que o silêncio, quando acolhido sem julgamentos, converte-se em espaço de introspecção, fortalecendo o vínculo e a ressignificação das experiências pelas pessoas participantes.






