Musicologia comum Africana: uma epistemologia musical de perspectiva Africana

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Madimabe Geoff Mapaya
Ndwamato George Mugovhani
José Balbino de Santana Júnior

Resumo

Partindo da perspectiva do praticante, o estudo da música Africana parece desalinhado dos empreendimentos da música indígena africana 5 . Como consequência, as produções correspondentes (geralmente apresentadas por estudiosos como teorias e/ou filosofias sobre este fenômeno) são voltadas para si mesmas, e, na pior das hipóteses, discutíveis. Além disso, no contexto do desenvolvimento Africano, essas teorias parecem muito pouco relevantes quando consideramos o avanço dos estudos na música africana. Este capítulo é baseado em um estudo que examinou as peculiaridades do fenômeno da música indígena africana, especialmente seus construtos, abstrações e filosofias. Para ser mais preciso, o estudo pretendeu evidenciar as inadequações das metodologias (etno-) musicológicas canonizadas. Para tal, utilizou-se a observação participante, incluindo entrevistas, para recolher dados sobre música indígena africana. Foi dada atenção particular a ideações e vozes de praticantesindígenas. Resultados preliminares mostram a existência de formas africanas de concepção, compreensão e comunicação do conhecimento sobre música indígena africana. Por esta razão, é prudente a proposta de uma musicologia baseada numa perspectiva Africana, capaz de aproveitar o melhor dos dois mundos: estudos escolares, de um lado, e epistemologias populares africanas de outro.

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Como Citar
Mapaya, M. G., Mugovhani, N. G., & de Santana Júnior, J. B. (2021). Musicologia comum Africana: uma epistemologia musical de perspectiva Africana. Claves, 2020(2), 79–98. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/claves/article/view/57541
Seção
Artigos do Dossiê