Por uma musicologia “verdadeiramente” africana- brasileira: entrevista com Meki Nzewi
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Resumo
Meki Emeka Nzewi pode ser considerado um dos pioneiros de uma “Musicologia Africana” que supera as limitações de abordagens africanistas. Trata- se de, mais que uma busca, um posicionamento de legitimação de epistemologias e metodologias africanas para definições da música praticada no continente. Ao mesmo tempo, é uma forma de combate a procedimentos colonialistas que marcam o desenvolvimento da Etnomusicologia ou, em seus primórdios, Musicologia Comparativa (Vergleichende Musikwissenschaft), baseado em grande parte em análises de música africana exógenas e distanciadas, operadas sob o ponto de vista de pesquisadores brancos europeus e norte-americanos (NKETIA, 1962; 1974; AGAWU, 1992; 2003; MAPAYA, 2018; MAPAYA e MUGHOVANI, 2018; GRAEFF, 2020). Nascido em Igbo (Nigéria) em 1938, Nzewi é professor de teoria e prática da Música Africana da Universidade de Pretória (África do Sul) e diretor de programa do Centro de Música Instrumental Indígena e Práticas de Dança da África (CIIMDA). Como compositor, educador de artes culturais, teórico e filósofo de artes musicais, escritor criativo, músico-dramaturgo, performer e coreógrafo, escreveu e dirigiu uma série de obras de teatro musical com repertório de composições multiculturais para vários gêneros (sinfonia, ópera, musicais, conjuntos, vozes/instrumentos solo, etc.).
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