FILHOS DE MEDEIA

Autores

  • Martha de Mello Ribeiro Universidade Federal Fluminense

Resumo

O ensaio argumenta sobre o modo como nossa civilização representa o filicídio cometido por Medeia, tanto em relação à idealização materna, quanto à partilha de um espaço político. Propõe-se analisar o que foi silenciado ao se atribuir à ambiguidade materna um estado escandaloso de excessão. Encenar a negatividade materna como um escândalo é eliminar, do campo simbólico, o real da potência destrutiva feminina. Além disso, a dobra do escândalo no espaço público mascara a Lei patriarcal que impôs, como realidade, a idealização virtuosa da maternidade, atribuindo aos corpos das mulheres um papel funcional: cuidar e servir. Em continuidade, buscou-se desenvolver a ideia de um agrupamento político e estético para a imagem “filhos de Medeia”, visualizando tal perspectiva na encenação do texto homônimo: “Filhos de Medeia”. 

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Publicado

2026-06-29

Como Citar

RIBEIRO, Martha de Mello. FILHOS DE MEDEIA. MORINGA - Artes do Espetáculo, [S. l.], v. 17, n. 1, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/moringa/article/view/79189. Acesso em: 30 jun. 2026.

Edição

Seção

DIÁLOGOS E FRONTEIRAS