Textos NDIHR Número 33 (2025)
Este artigo, uma continuidade da primeira parte, apresenta uma discursão em torno das experiências de violência patronal no campo vivenciada por homens e mulheres na palha da cana, especialmente nas áreas dominadas pelas plantações de cana-de-açúcar nas mesorregiões do Agreste e Zona da Mata da Paraíba. Durante o período da ditadura civilmilitar a classe empresarial do setor sucroalcoleiro adquiriu e fechou engenhos, modernizou usinas de açúcar e destilarias existentes e construiu novas unidades industriais na Paraíba. Evidentemente, esses investimentos exigiram uma considerável expansão das áreas de plantações de cana-de-açúcar. Essas transformações intensificaram a violência contra as populações que moravam em engenhos e ou que ofertavam força de trabalho para o setor agroindustrial.