IMPACTOS DAS INTERVENÇÕES HUMANAS NA DINÂMICA DOS PROMONTÓRIOS, NO LITORAL DO CEARÁ

  • Francisco Misrael Moura Gonçalves Universidade Estadual do Ceará (UECE) / Campus Itaperi.
  • Francílio de Amorim dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí / Campus Piripiri.
  • Maria Lúcia Brito da Cruz Universidade Estadual do Ceará (UECE) / Campus Itaperi.
Palavras-chave: Deriva Litorânea. Corrente Costeira. Sedimentação. Ponta do Mucuripe, Ponta do Pecém.

Resumo

A deriva ou by-pass litorâneo, importante processo de transporte de sedimentos ao longo das regiões costeiras em todo o mundo, tem configuração especial no litoral cearense, Nordeste do Brasil, devido a sequência de formações rochosas diversas denominadas pontas ou promontórios litorâneos. Essas áreas, notadamente importantes à navegação e pesca, pela segurança contra as ondas que oferecem, estão em constante estado de alteração decorrente da ação e ocupação humana. Desse modo, propôs-se estender os olhares ao encontro do conflito entre a dinâmica natural e a intensificação das atividades humanas nas áreas mencionadas. Para tal fim, utilizou-se um levantamento bibliográfico e cartográfico acerca dos recursos naturais, além do uso de ferramentas de sensoriamento remoto e interpretações de resultados de trabalhos de campo anteriores. O presente estudo constatou que a instalação do Terminal Portuário de Pecém modificou de sutilmente os processos de sedimentação decorridos da corrente de deriva litorânea, ao passo que o Terminal Portuário do Mucuripe acumula problemas de natureza ambiental, econômico, social e política. Nesse sentido, pode-se afirmar que os prejuízos causados por essas intervenções pode ser sentido ao longo das últimas décadas, ameaçando importante fator ecológico e turístico do estado do Ceará.

Biografia do Autor

Francisco Misrael Moura Gonçalves, Universidade Estadual do Ceará (UECE) / Campus Itaperi.
Graduando em Geografia, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) / Campus Itaperi.
Francílio de Amorim dos Santos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí / Campus Piripiri.
Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (2007); Licenciado em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí (2010); Especialista em Docência do Ensino Superior e em Gestão Ambiental e Ecoturismo pela Faculdade Montenegro (2009); Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Piauí (2015). É Revisor da Revista Eletrônica Caderno de Geografia (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMG) e Revista Clóvis Moura de Humanidades (Universidade Estadual do Piauí - UESPI). Atualmente, faz parte do Grupo de Pesquisa em Geografia Física, da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência em estudos sobre degradação/desertificação, bacias hidrográficas e ensino de ciências, com publicações de manuscritos completos em periódicos e em anais de eventos. É professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí/Campus Piripiri, Classe D III, Nível I, em regime de Dedicação Exclusiva. Tem interesse nas temáticas sobre Degradação/Desertificação, Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto, Bacias Hidrográficas e Ensino de Ciências.
Maria Lúcia Brito da Cruz, Universidade Estadual do Ceará (UECE) / Campus Itaperi.
Possui graduação em GEOGRAFIA pela Universidade Estadual do Ceará (1986), mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará (1998) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (2010). Atualmente é professora da Universidade Estadual do Ceará. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia Física, atuando principalmente nos seguintes temas: Recursos Hídricos, Bacia Hidrográfica, Geoprocessamento, Mapeamento e Análise e Monitoramento Ambiental.
Publicado
2017-12-27
Seção
Artigos