A PRODUÇÃO DO ESPAÇO AGRÁRIO NO SEMI-ÁRIDO PARAIBANO NO CONTEXTO DOS MOVIMENTOS DE LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA: MST E CPT EM FOCO

  • Helen Nunes Cosmo Fonseca
  • Edvaldo Carlos de Lima
Palavras-chave: Capitalismo, Movimentos Sociais, Desertificação

Resumo

O desenvolvimento do modo capitalista de produção no campo brasileiro tem se dado de modo desigual e contraditório: ao mesmo tempo em que o capital se expande por alguns setores da agricultura estabelecendo relações capitalistas de produção, contraditoriamente, cria/recria relações não-capitalistas de produção no campo, entre elas as relações camponesas de produção (Oliveira, 2007). A agricultura brasileira possui um histórico de concentração fundiária com indicadores negativos na visão política no que diz respeito à agricultura calcada no modo de produção familiar. Na Paraíba, a realidade não poderia ser diferente. As terras cultiváveis, almejadas entre grandes proprietários de terras e pequenos trabalhadores rurais, têm sido encontradas em escalas cada vez menores. Em contraponto aos latifundiários capitalistas, estão os movimentos sociais de luta pela terra e reforma agrária. Em trabalho de campo em fevereiro de 2008, fazendo uso de câmeras fotográficas, filmadoras e cadernos de anotações, percorrendo do litoral ao sertão, dentre muitas características encontradas nos acampamentos. As diferenças naturais foram culminantes para análise das condições agrícolas e de reprodução da pequena propriedade familiar nos espaços. Dentre muitos movimentos sociais na Paraíba, estão o MST e a CPT, que além de possuírem um histórico de luta pela terra, têm de enfrentar uma problemática ainda maior. O declínio contínuo de produtividade de culturas úteis para subsistência humana em regiões semi-áridas, em função do tipo de solo e das constantes mudanças climáticas. O que acaba interferindo no processo de territorialização dos movimentos, propiciando a desertificação do solo e assim a desertificação humana nessas áreas.
Publicado
2010-12-10