UNIDADES DA PAISAGEM EM RELEVOS DE CHAPADA NO NORTE DE MINAS GERAIS – BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2026v20n1.69224Resumen
A paisagem é caracterizada pela interação dos elementos naturais e antrópicos no espaço geográfico, sendo o resultado de processos ao longo do tempo. As dinâmicas dessas unidades, interferem significativamente no processo de evolução de determinadas áreas. Como exemplo, temos unidades como as áreas úmidas (Aus) em bacias hidrográficas, como as do Córrego Catolé (BHCC) e do riacho Borrachudo (BHRB), essenciais para a compreensão da evolução da dinâmica destas paisagens. O trabalho buscou identificar e caracterizar as unidades da paisagem em bacias hidrográficas sobre relevos de chapada no norte de Minas Gerais – a BHCC e a BHRB. Inicialmente, foi feita uma revisão bibliográfica acerca de estudos que envolviam análise integrada da paisagem por meio de geotecnologias. A identificação das unidades da paisagem foi realizada a partir de elementos fisiográficos obtidos a partir de bases governamentais de livre acesso. Por último, foi feita sobreposição de camadas, a individualização das unidades de paisagem e a sua caracterização. Os resultados demonstram que a região é marcada por cerca de 80% de coberturas sedimentares, o que implica diretamente sobre a geomorfologia, pedologia, declividade, hipsometria, e sobre o uso e cobertura da terra. Após a sobreposição desses elementos foram identificadas 6 unidades da paisagem na BHCC e 7 unidades na BHRB. A maior ocorrência em ambas as bacias foi o Planalto Intermediário, com Cerrado mais denso e AUs. A variedade de unidades nas bacias se explica pelos diferentes estágios de evolução geomorfológica regional em que cada uma se encontra, sendo que a BHRB aparenta estar em um estágio mais avançado, refletindo em paisagens mais dissecadas em seu médio curso. Apesar da similaridade do contexto físico, as bacias possuem um quadro diverso em suas unidades geoambientais, podendo se atribuir ao processo de dissecação pela rede fluvial. Processo este, evidente em ambas as bacias, refletindo em transformações nas AUs no sentido remontante. Portanto, ressalta-se a importância de mais estudos para um melhor planejamento ambiental.



