DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE SOB A PERSPECTIVA DA SOCIEDADE DE RISCO
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2025v19n1.73287Resumo
Este artigo explora os desastres socioambientais no Rio Grande do Sul, com foco no período de 1991 a 2024, utilizando como base teórica a Teoria da Sociedade de Risco de Ulrich Beck. Os fenômenos como chuvas intensas, inundações e enxurradas são analisados em sua interconexão com fatores sociais e ambientais, evidenciando como as ações humanas intensificam os riscos e os impactos. Outrossim, a pesquisa, de caráter qualitativo, fundamenta-se em uma revisão bibliográfica e em dados do Atlas Socioeconômico do estado, ampliando conceitos como des-localização, incalculabilidade e não-compensabilidade para interpretar os desafios enfrentados pelas comunidades afetadas. As considerações finais destacam a necessidade de substituir o termo “desastre ambiental” por “desastre socioambiental”, reconhecendo a interação complexa entre os fatores naturais e as estruturas sociais e econômicas que amplifiquem as vulnerabilidades. Dessa forma, este artigo reforça a importância de mudanças profundas na mentalidade coletiva, associadas a políticas públicas preventivas, adoção de tecnologias de prevenção de riscos e ações globais coordenadas. Assim, essas medidas são fundamentais para atenuar os impactos dos desastres, fortalecer a resiliência socioambiental e promover um desenvolvimento mais sustentável e justo.


