PRÁTICAS DO CIRCUITO INFERIOR, RESISTÊNCIA E ADAPTAÇÃO: A REFUNCIONALIZAÇÃO DOS FIXOS URBANOS NO ENTORNO DO MERCADO CENTRAL DA FEIRA LIVRE DE CAMPINA GRANDE - PB
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2025v19n2.76844Resumo
O artigo tem por objetivo analisar as implicações espaciais do circuito inferior da economia urbana decorrentes dos pequenos estabelecimentos que circundam o mercado da feira central da cidade de Campina Grande – PB. As análises e reflexões estão pautadas na ideia proposta por Marial Laura Silveira (1996) de que a cidade é uma totalidade que se constitui por duas áreas distintas de mercado, o que aponta necessariamente para uma divisão territorial do trabalho endógena à cidade (ou como coloca Milton Santos, uma economia política da cidade) onde os agentes, a depender de sua força técnica e volumes de capitais, usam o território diferentemente, seja como recurso ou como abrigo. Os resultados obtidos evidenciam que as formas e funções do circuito inferior são diversas, formando um híbrido entre o que Milton Santos (2008) diferenciou entre circuito inferior central e circuito inferior residencial, e que, ali se instalam por força da centralidade da feira central. Estes estabelecimentos, apesar dos vetores da globalização que chegam à urbe, não acolhem em sua totalidade as inovações do período atual. Portanto, buscar entender o fato urbano em sua profunda segmentação pela teoria dos circuitos significa pensar como os pobres encontram lugar e força para existir.


