Democracia eletrônica e competência informacional

  • Jussara Borges
  • Helena Pereira da Silva
Palavras-chave: Democracia eletrônica, Competência informacional

Resumo

A democracia original grega era amplamente fundada no debate público e na participação direta do cidadão nas decisões coletivas. O crescimento populacional e o desenvolvimento político da sociedade levaram ao atual modelo de democracia representativa, na qual o eleito deve representar os interesses do eleitor. A representatividade, no entanto, parece ir de encontro ao próprio conceito de democracia já que os representantes do povo nos governos ditos democráticos nem sempre visam, nas suas ações, os benefícios da coletividade que os elegeu. Isso vem se acentuando de tal forma que esse modelo está caindo em descrédito, o que leva a discussões sobre a possibilidade de um retorno à democracia direta. Dois movimentos contemporâneos acenam com essa possibilidade de democracia direta: a organização da sociedade civil em rede e o governo eletrônico. Ambos os conceitos estão fortemente apoiados nas tecnologias de informação e comunicação (TICs), mas principalmente no potencial livre fluxo de informação que elas possibilitam, o que, cogita-se, pode levar a maiores chances de práticas de cidadania. A informação é potencializadora da construção e prática cidadã, prática essa indispensável para o sucesso de iniciativas de organização civil e para a consolidação de políticas de governo eletrônico. É por meio do intercâmbio informacional que os sujeitos sociais se comunicam e tomam conhecimento de seus direitos e deveres. Cidadãos mais aptos para o uso da informação têm melhores condições para decidir e exercer sua participação política com maior responsabilidade e consciência. Acesso ao texto completo (PDF)
Publicado
2007-01-17
Seção
Resumos de artigos científicos