"Se Cristo não morrera, nenhum Filho de Adão podia entrar na glória"

A Morte no Ocidente nos Séculos XVII e XVIII

Autores

Palavras-chave:

Morte, Idade Moderna, Europa, Colônias

Resumo

Este artigo analisa a morte e suas representações em escritos, os ritos que a cercam e como ela era vista e vivenciada no momento em que todos a ela chegavam, sem serem discriminados. Ao longo da pesquisa e análise das fontes compulsadas foi possível observar como a morte se adequava a cada cotidiano, fosse ele europeu ou colonial: os pactos simbólicos de sua vivência podem ser vistos se cristalizavam nas vestimentas, nas artes, na arquitetura, nas decorações utilizadas nos rituais públicos e privados e mesmo em como as sepulturas se ajustavam aos padrões de cada localidade e grupo social. Como resultado se percebeu uma separação gradual entre a morte e seus rituais das instituições religiosas, sendo que a partir do século XVII em diante se identificou certa erotização de seu imaginário

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Biografia do Autor

Mattheus de Luccas Silva da Cunha, UFPB

Aluno de graduação em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi aluno pesquisador no Programa Institucional de Voluntariado em Iniciação Científica (PIVIC/IC), vinculado ao NDHIR/UFPB, onde atuou no projeto "Poder, cassações, partidos e biografias na Assembleia Legislativa da Paraíba (1947-1951)", com o plano de trabalho "Verbetes histórico-biográficos dos deputados da ALPB legislatura 1947-1951." Tem experiência como monitor nas disciplinas de História da África, no projeto "História: Formação Docente e Multidisciplinar do Historiador", e atualmente atua como monitor voluntário em História Moderna II, no projeto "História Moderna em tempos digitais: novas abordagens, metodologias ativas e recursos midiáticos na formação do historiador." Integra o Grupo de Pesquisa Arte, Cultura e Sociedade no Mundo Ibérico (séculos XVI a XIX) e compõe a Comissão Editorial da Perg@minho Revista Discente de História (UFPB), sendo também um de seus idealizadores. É pesquisador bolsista de Iniciação Científica na Fundação Casa de José Américo, desenvolvendo pesquisas no âmbito do projeto "Preservação da Memória e Difusão Educativa e Cultural da Fundação Casa de José Américo", realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ), com foco na valorização, preservação e disseminação do acervo histórico e cultural da instituição. Foi integrante da Diretoria do Centro Acadêmico de História da UFPB durante o biênio 2022 a setembro de 2023, participando ativamente da gestão e organização de atividades acadêmicas, científicas e culturais voltadas à comunidade discente. Possui interesse nas áreas de História Cultural, História Social da Arte e História Política. 

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Publicado

05-12-2025

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Artigos