"Se Cristo não morrera, nenhum Filho de Adão podia entrar na glória"
A Morte no Ocidente nos Séculos XVII e XVIII
Palavras-chave:
Morte, Idade Moderna, Europa, ColôniasResumo
Este artigo analisa a morte e suas representações em escritos, os ritos que a cercam e como ela era vista e vivenciada no momento em que todos a ela chegavam, sem serem discriminados. Ao longo da pesquisa e análise das fontes compulsadas foi possível observar como a morte se adequava a cada cotidiano, fosse ele europeu ou colonial: os pactos simbólicos de sua vivência podem ser vistos se cristalizavam nas vestimentas, nas artes, na arquitetura, nas decorações utilizadas nos rituais públicos e privados e mesmo em como as sepulturas se ajustavam aos padrões de cada localidade e grupo social. Como resultado se percebeu uma separação gradual entre a morte e seus rituais das instituições religiosas, sendo que a partir do século XVII em diante se identificou certa erotização de seu imaginário
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Referências
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