RESSONÂNCIAS BIOPOLÍTICAS

Risco, coronavírus e as polícias no exercício da quarentena

  • Fábio Gomes de França Centro de Educação da PMPB

Resumo

O artigo discute, por meio de uma análise qualitativa de documentos e notícias veiculadas em sítios eletrônicos, a relação que se estabelece entre risco e biopolítica em tempos da pandemia do coronavírus, em específico quanto à atuação das forças policiais no exercício da quarentena. O que destacamos da análise é que, a máxima foucaultiana de “fazer viver e deixar morrer”, como componente da biopolítica moderna, encontra em situações-limite o “paradigma da autoimunização”, como proposto por Roberto Esposito, pois na obrigação do exercício da função, são os próprios agentes da ordem que têm suas vidas colocadas em risco em nome da defesa de uma sociedade sadia e protegida. 

Palavras-chave: Biopolítica. Agentes policiais. Risco. Quarentena.

Biografia do Autor

Fábio Gomes de França, Centro de Educação da PMPB
Doutor em Sociologia pela UFPB. Professor de Criminologia do Centro de Educação da PMPB.
Publicado
2020-10-08
Como Citar
França, F. G. de. (2020). RESSONÂNCIAS BIOPOLÍTICAS. REVISTA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - POLÍTICA & TRABALHO, 1(52), 123-140. https://doi.org/10.22478/ufpb.1517-5901.2020v1n52.51290