Existe Diferença no Desempenho Financeiro das Cooperativas Centrais de Crédito no Brasil?

  • Paulo Henrique Magalhães de Oliveira Estudante do curso de Controladoria e Finanças Bolsista de Iniciação Científica - FAPEMIG Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal de Minas Gerais
  • Valéria Gama Fully Bressan Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Ciências Contábeis
  • Aureliano Angel Bressan Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Ciências Administrativas
Palavras-chave: Sistema PEARLS, Demonstrações Contábeis, Cooperativas Centrais de Crédito, SIBCOOB

Resumo

As demonstrações contábeis têm por objetivo apresentar informações que viabilizem a compreensão dos fatos ocorridos nas entidades e, assim, auxiliam a tomada de decisões dos agentes econômicos. Neste contexto, a avaliação da estrutura financeira das cooperativas centrais de crédito, que são responsáveis por auxiliar a gestão das cooperativas singulares, pode fornecer subsídios às políticas e intervenções por parte do Banco Central, além de auxiliar gestores e agentes econômicos que operam com estas instituições, uma vez que a procura por serviços prestados pelas cooperativas de crédito vem aumentando de forma significativa, principalmente pelo fato de oferecerem taxas de juros e custos de serviços sensivelmente mais baixos quando comparados aos praticadas pelo sistema bancário. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar a situação financeira das 14 cooperativas centrais de crédito filiadas ao SICOOB utilizando a metodologia PEARLS. Os estudos sobre as cooperativas de crédito no Brasil focam nas cooperativas singulares e, até o presente momento, não se verificou na literatura uma análise financeira das cooperativas centrais por meio do sistema PEARLS. A presente pesquisa pode ser caracterizada como descritiva, pois apresenta as características econômico-financeiras das cooperativas centrais a partir das demonstrações financeiras cedidas pelo Banco Central do Brasil. Os resultados indicam o destaque de uma cooperativa central de crédito que sobressaiu positivamente em relação às demais, e uma negativamente, que merece uma análise minuciosa do processo de gestão. Adicionalmente, os resultados demonstraram a viabilidade das cooperativas centrais de crédito implementarem o sistema PEARLS como ferramenta de auxílio à gestão que é, nos dias de hoje, um dos grandes desafios para o sistema cooperativista de crédito.

Biografia do Autor

Paulo Henrique Magalhães de Oliveira, Estudante do curso de Controladoria e Finanças Bolsista de Iniciação Científica - FAPEMIG Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal de Minas Gerais
Estudante do curso de Controladoria e Finanças Bolsista de Iniciação Científica - FAPEMIG. Pesquisador do Grupo de Pesquisas sobre o Mercado Financeira. FACE/UFMG.
Valéria Gama Fully Bressan, Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Ciências Contábeis
Professora Adjunta do Departamento de Ciências Contábeis da UFMG e do Centro de Pós-graduação e Pesquisas em Contabilidade e Controladoria - CEPCON/UFMG. Possui graduação em Administração com habilitação em Cooperativas (1999), mestrado (2002), doutorado (2009) e pós doutorado (2010) em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa . Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Cooperativas, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação financeira, insolvência, cooperativas de crédito, seguro depósito, risco moral, viabilidade econômica-financeira, análise de demonstrações contábeis,  contabilidade financeira e métodos quantitativos aplicados a contabilidade e finanças
Aureliano Angel Bressan, Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Ciências Administrativas
Possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (2001). Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Finanças, atuando principalmente nos seguintes temas: econometria aplicada, finanças corporativas e administração de investimentos. É membro da Sociedade Brasileira de Finanças, do Comitê Científico da ANPAD e do Comitê de Investimentos da FUNDEPAR (FUNDEP Participações S.A.)
Publicado
2014-08-31
Seção
Seção Nacional